Entre os que marchavam estavam soldados norte-coreanos que haviam sido enviados para ajudar o exército russo na guerra
Por Misto Brasil – DF
Medidas de segurança reforçadas foram tomadas em Moscou antes do discurso do presidente Vladimir Putin no desfile na Praça Vermelha, que marca a vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
O desfile durou apenas 45 minutos, conforme noticiou a Euronews.
Um cessar-fogo de três dias, intermediado pelos Estados Unidos no dia anterior, diminuiu os temores de possíveis ataques ucranianos à capital russa durante as comemorações.
Discursando diante de centenas de militares e ladeado por alguns líderes mundiais, o presidente russo afirmou estar travando uma guerra “justa”, classificando a Ucrânia como uma “força agressiva” que está sendo “armada e apoiada por todo o bloco da OTAN”.
Putin, no poder há mais de um quarto de século, usa o Dia da Vitória, o feriado secular mais importante da Rússia, para exibir o poderio militar do país e angariar apoio para uma invasão militar da Ucrânia a partir de 2022.
Este ano, pela primeira vez em quase duas décadas, o desfile está sendo realizado sem tanques, mísseis e outras armas pesadas, com exceção do tradicional sobrevoo de aeronaves de combate.
Autoridades russas atribuíram a mudança repentina de formato à “situação operacional atual” e citaram a ameaça de ataques ucranianos. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que “medidas de segurança adicionais” foram tomadas.
“A vitória sempre foi e sempre será nossa”, disse Putin enquanto colunas de tropas formavam a Praça Vermelha.
“A chave para o sucesso é nossa força moral, coragem e bravura, nossa união e capacidade de resistir a qualquer coisa e superar qualquer desafio.”
Em seguida, os presentes na Praça Vermelha assistiram a uma sequência de vídeo de propaganda destinada a enfatizar o poder do exército russo e suas “conquistas” na guerra contra a Ucrânia.
Unidades militares russas desfilaram pela Praça Vermelha de Moscou, acompanhadas por uma transmissão oficial que detalhava as diversas conquistas das forças armadas.
Entre os que marchavam estavam soldados norte-coreanos que haviam sido enviados para ajudar o exército russo na guerra contra a Ucrânia.
Eles haviam, como afirmava o locutor, dado uma grande contribuição “para a derrota dos invasores neonazistas na região de Kursk”.


















