Operações contra ex-prefeito de Macapá e ex-governador do Rio

Governador interino do RJ Cláudio Castro
Cláudio Castro foi governador do Rio de Janeiro/Arquivo/Carlos Magno/Governo do RJ
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No Amapá, blogueiros e influenciadores estão sendo investigados por milícia digital. No RJ, é uma nova fase da Compliance Zero

Por Misto Brasil -DF

A Polícia Federal está nesta terça-feira (26) na casa do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.É a oitava fase da Operação Compliance Zero, para apurar a possível prática de crimes financeiros no âmbito do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência).

Estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Rio de Janeiro e em Brasília.

A PF informou que a investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024.

Nesta fase, investiga-se aplicações de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência.

A Polícia Federal também deflagrou hoje a Operação Palanque Digital contra uma rede digital de desinformação, de autopromoção política e de ataques a adversários no estado do Amapá.

Estão sendo investigados influenciadores digitais, blogueiros e uma agência de publicidade. O grupo considerado uma milícia digital atacava adversários políticos e até um ministro do Supremo Tribunal Feeral.

O ex-prefeito de Macapá é Antônio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan também é investigado. Ele foi afastado do cargo pelo STF em março. Ele apresentou renúncia formal ao mandato dias após a decisão

Policiais federais cumprem 35 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá/AP, de Belém/PA e de Canela/RS.

As investigações apontam que os valores destinados à comunicação pública da Prefeitura de Macapá teriam sido desviados de sua finalidade original para custear influenciadores digitais, veículos e empresas de comunicação para a divulgação de ações de caráter político-eleitoral.

A Polícia Federal apura, em tese, a prática de crimes eleitorais, de crimes contra a Administração Pública, de organização criminosa, de lavagem de dinheiro, entre outros delitos que possam ser identificados ao longo das investigações.

 

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