O Pix foi concebido pelo Banco Central, na gestão do economista Ilan Goldfajn, mas foi lançado na gestão de Eduardo Campos Neto
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Quando vi um painel com a frase o Pix é do Brasil, durante a reunião ministerial dessa quarta-feira no Palácio do Planalto, lembrei de algo que o povo diz e outra que o povo vê.
Se diz que pai não é aquele que põe no mundo, mas aquele que alimenta, cuida e cria.
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Outra, o pássaro joão-de-barro é conhecido, junto com sua fêmea, por construir um ninho com uma base de barro úmido, palha e esterco, em formato de forno, engenharia da natureza.
Porém, tem um pássaro de cor alaranjada, cabeça preta e canto forte, bica afiado, chamado corrupião, que, não raro, expulsa o joão-de-barro de seu ninho.
O Pix foi concebido pelo Banco Central, ainda na gestão do economista Ilan Goldfajn, no governo Temer, mas foi lançado na gestão de Eduardo Campos Neto, durante os idos de Jair Bolsonaro.
O ex-presidente da República pouco deu atenção ao feito do Banco Central. Ele estava interessado noutras coisas.
Com os efeitos do novo tarifaço dos Estados Unidos, que pode chegar a 37,5% sobre o Brasil e o Pix, Lula da Silva se parece com o padrasto que bem cuida ou com o feroz corrupião que assume propriedade.
Na política tem dessas coisas, que só a política explica.

















