Tarifaço dos EUA mira etanol, comércio e Pix

Porto exportações Misto Brasília
O Brasil possui dezenas de portos espalhados pelo litoral e em vias navegáveis/arquivo/Vox
Compartilhe:

Os Estados Unidos acusam o  Brasil de adotar várias políticas e práticas irracionais ou discriminatórias que sobrecarregam o comércio dos EUA

Por Misto Brasil – DF

O governo dos EUA publicou uma nota na qual propõe um novo tarifaço de 25% contra produtos brasileiros.

“Após uma investigação minuciosa e a análise de um amplo registro público, determinamos que o Brasil adota várias políticas e práticas irracionais ou discriminatórias que sobrecarregam ou restringem o comércio dos EUA”, afirmou o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer.

Leia – empresários temem novas tarifas contra o Brasil

Leia – Durigan não tem reunião nos EUA sobre PCC e CV

O governo brasileiro ainda não se manifestou. A Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos divulgou uma nota em que afirma que a decisão norte-americana vai provocar prejuízos.

As medidas estão em conformidade com a Seção 301 da Lei de Comércio. O USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) anunciou que haverá uma audiência pública para que às pessoas e setores interessados no processo se manifestem.

O órgão afirmou que recebeu o depoimento de mais de 30 testemunhas e mais de 295 comentários e comentários de réplica.

A nota ainda aponta que o governo de Donald Trump solicitou ao Brasil a resolução de questões comerciais. O texto não cita explicitamente a decisão que enquadrou organizações criminosas como o PCC e o CV.

O comunicado também acusa o Brasil de adotar medidas de pagamento eletrônico que discriminam empresas americanas prestadoras de serviços, referindo-se ao Pix.

Pix

O documento reforça mais uma vez a insatisfação do governo americano com o Pix.

Mesmo sem citar diretamente os serviços, a nota reclama que o Brasil adota ou mantém medidas regulatórias no setor de serviços de pagamento eletrônico que discriminam deliberadamente as empresas e fornecedoras de serviços norte-americanas.

Além disso, o texto também cita o contexto das ordens judiciais de remoção de conteúdo e menciona que os tribunais brasileiros impuseram restrições financeiras severas contra as empresas de tecnologia dos EUA, bloqueando seu acesso a ativos, contas bancárias e aos próprios sistemas de processamento de pagamentos em território brasileiro.

Comércio irregular

O documento acusa o Brasil de falhar no combate ao comércio de produtos ilegais e cópias não autorizadas.

Ele destaca a pirataria digital, como a falta de proteção e fiscalização eficaz contra a cópia não autorizada de obras protegidas por direitos autorais na internet; e da falha na fiscalização e apreensão de produtos falsificados tanto nas fronteiras do Brasil quanto no comércio popular.

Leis anticorrupção

Neste tópico, a acusação dos EUA é de que a leniência e as falhas estruturais do Brasil criam um ambiente de negócios injusto para os investidores estrangeiros.

O documento afirma que o Brasil falha em tomar medidas de fiscalização que sejam suficientes e eficazes para combater o suborno e a fraude.

De acordo com o USTR, essas falhas na aplicação da lei minam o comércio e “privam as empresas dos EUA de uma oportunidade justa e equitativa de competir no mercado brasileiro”, sugerindo que empresas norte-americanas saem em desvantagem no Brasil.

PARTICIPAÇÃO DO LEITOR

Participe desta discussão

Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.

Seu e-mail não será publicado.
Entre 20 e 3.000 caracteres.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Notícias, vídeos e destaques em tempo real. Escolha sua rede favorita.

Dica: acompanhe também pelo WhatsApp para receber atualizações rápidas.

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades