Segundo a investigação da Polícia Federal, o executivo do BTG, Rafael Chitarra, teria atuado para aprovar a transação
Por Misto Brasil – DF
Um executivo do banco BTG Pactual aprovou uma transação de R$ 132 milhões para a Infrasolar, uma empresa de propriedade de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A transação é citada na quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em maio deste ano.
STF mantém a prisão preventiva do pai de Vorcaro
Segundo a investigação, o executivo do BTG, Rafael Chitarra, teria atuado para aprovar a transação, apesar dos alertas dos setores jurídico e de compliance de uma das empresas envolvidas na operação.
Ao Supremo Tribunal Federal, o BTG defendeu a regularidade da operação e disse que o objetivo do repasse era renegociar uma dívida com as empresas do grupo, que devem dinheiro ao banco. As informações são do UOL, que teve acesso à investigação da Polícia Federal.
A operação é citada no pedido da PF para converter a prisão de Felipe Vorcaro de temporária em preventiva, em maio. A investigação dá conta de que ele teria continuado a praticar delitos após a Operação Compliance Zero ter começado, em novembro de 2025.
A reportagem do Times Brasil entrou em contato com o BTG e não obteve resposta até o momento.
O BTG Pactual realizou, em abril deste ano, uma operação de R$ 132,9 milhões com a Infrasolar, empresa criada pelo primo de Daniel Vorcaro poucos dias depois da abertura da companhia, com capital social declarado de R$ 1 mil.
A transação chamou a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Polícia Federal, e virou alvo do Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.
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