Segundo as investigações apoiadas pelo Coaf, o grupo movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos
Por Misto Brasil – DF
A Polícia Federal (PF) sacudiu os bastidores políticos do Rio de Janeiro nesta terça-feira (7) ao deflagrar a sexta fase da Operação Unha e Carne.
A nova etapa mira uma organização criminosa suspeita de usar postos de combustíveis na Região Metropolitana para lavar dinheiro e que, segundo as investigações apoiadas pelo Coaf, movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
Os alvos principais de busca e apreensão são figuras de alto escalão do estado: o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil, e Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado.
Ações e Perímetro dos Mandados Judiciais
Sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ação mobilizou agentes para cumprir 19 mandados de busca e apreensão. O foco das varreduras se dividiu entre os municípios de:
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Região Metropolitana: Capital fluminense, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
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Sul Fluminense: Resende.
Paralelamente às buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores dos envolvidos, além da suspensão imediata das atividades econômicas das empresas vinculadas ao grupo. Conforme informações divulgadas pela PF, os suspeitos poderão responder criminalmente por organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro.
Contexto: Conexões políticas sob investigação
Segundo levantamento publicado pela Folha de SãoPaulo, os alvos possuem forte apelo eleitoral no estado: Márcio Canella preside o União Brasil fluminense e vinha sendo cotado ao Senado com o apoio da ala articulada por Flávio Bolsonaro (PL).
O delegado Marcus Amim chefiou a Polícia Civil fluminense na gestão de Cláudio Castro (PL) após forte pressão de parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde também atuou como coordenador de segurança.
De acordo com reportagem da Gazeta do Povo, a Operação Unha e Carne vem mapeando as relações entre agentes públicos e facções fluminenses, acumulando fases de impacto político.
Em etapas anteriores, a ação já havia mirado nomes como o ex-deputado Rodrigo Bacellar, preso sob a acusação de vazar informações sigilosas para o Comando Vermelho, e o deputado estadual Thiago Rangel.
A força-tarefa faz parte da Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para desarticular quadrilhas estruturadas no Rio de Janeiro, atendendo às diretrizes impostas pelo STF no âmbito da ADPF 635 (a ADPF das Favelas), que exige apuração minuciosa sobre a infiltração do crime organizado em instituições do poder público.
















