Operação mira desvios de R$ 33 milhões em contratos do DER-DF

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Sede do DER que está sendo investigado numa operação deflagada hoje/Arquivo/Divulgação
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Foram identificados graves indícios de conivência e atestações de obras que nunca foram totalmente executadas

Por Misto Brasília – DF

A Controladoria e as polícias do Distrito Federal abriram a caixa-preta dos contratos de pavimentação na capital do país.

Em uma ação conjunta deflagrada na manhã desta terça-feira (07), o Ministério Público (MPDFT) e a Polícia Civil (PCDF) colocaram sob forte suspeição a cúpula do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) na Operação Mão Dupla.

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A investigação mira um suposto balcão de negócios entre servidores públicos e empreiteiras que fraudou a execução de duas grandes obras rodoviárias locais, movimentando mais de R$ 33 milhões em recursos desviados por meio de aditivos ilegais e notas fiscais superfaturadas.

O Alvo das Buscas e o Caminho do Dinheiro

As equipes da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCor) e promotores de Justiça realizaram varreduras em endereços estratégicos, que incluem residências de servidores, a sede de uma construtora envolvida e uma das principais unidades administrativas do próprio DER-DF.

Segundo relatórios da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep), a fiscalização do órgão identificou graves indícios de conivência e atestações de obras que nunca foram totalmente executadas.

O avanço das quebras de sigilo bancário revelou:

  • Evolução patrimonial incompatível: Agentes públicos com enriquecimento incompatível com os salários declarados.

  • Movimentações financeiras atípicas: Trânsito de altos valores em contas de “laranjas”.

  • Uso de empresas de fachada: Utilização de pessoas jurídicas satélites apenas para lavar o dinheiro desviado das rodovias do DF.

Conexão entre o público e o privado

De acordo com informações de bastidores publicadas pelo portal Metrópoles, a engenharia criminosa dependia de um canal de “via de mão dupla” — o que deu nome à operação —, onde empresários do setor de pavimentação pagavam propinas sistemáticas a engenheiros do Estado em troca da liberação de verbas públicas sem a devida contrapartida nos canteiros de obras.

Os envolvidos responderão, em tese, pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e fraude à licitação contra a administração pública.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou medidas cautelares rigorosas e o bloqueio de bens dos investigados. Por envolver grandes empreiteiras locais e nomes da autarquia, o processo segue sob estrito sigilo judicial para que novas fases não sejam comprometidas.

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