No recorte regional, o Centro-Oeste contrariou o cenário de retração nacional e despontou como a única região a crescer
Por Misto Brasil – DF
O varejo físico brasileiro interrompeu uma sequência de dois meses de alta e registrou retração de 1,4% em junho, na comparação anual.
De acordo com o Índice de Intenção de Compra do Varejo (IICV Seed), nem mesmo o avanço de 7% impulsionado pelo Dia dos Namorados na primeira quinzena foi capaz de reverter o impacto negativo provocado pelas partidas da Seleção Brasileira, que esvaziaram os centros comerciais na segunda metade do mês.
Leia – Copa do Mundo e férias alteram consumo de aplicativos móveis
Acompanhe a série especial sobre a Copa do Mundo 2026
O monitoramento efetuado pela Seed Digital com 58 milhões de visitantes mostra que os dias de jogos alteraram drasticamente a rotina do consumidor.
O pior cenário ocorreu na partida de uma segunda-feira, quando o fluxo de clientes despencou 36,3%.
Os confrontos de quarta e sexta-feira também geraram quedas severas, superiores a 26%, afetando tanto as lojas de rua, que recuaram 1,4%, quanto os shopping centers, que amargaram baixa de 2% no período.
No recorte regional, o Centro-Oeste contrariou o cenário de retração nacional e despontou como a única região a crescer, com alta de 2,6%.
Em contrapartida, as demais áreas do país fecharam em terreno negativo, lideradas pelas quedas acentuadas no Norte (-4,7%) e Nordeste (-4,3%), seguidas de perto por retrações moderadas nos mercados do Sudeste (-1,4%) e da região Sul (-1,3%).
Para as próximas semanas, analistas indicam que o setor precisará de agilidade para ajustar estoques e campanhas promocionais.
A projeção para julho aponta um cenário de forte concorrência pelo orçamento das famílias, que tradicionalmente dividem os gastos entre o varejo de bens de consumo e despesas sazonais voltadas ao turismo de férias escolares e ao entretenimento.


















