Segundo os investigadores, análises do material cibernético apontam que a rede possuía manuais para fabricação de artefatos explosivos
Por Misto Brasil – DF
Novas informações sobre a Operação “Rede Interrompida”, deflagrada na manhã desta terça-feira (4) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), revelam que os investigados usavam mapas, plantas e modelos tridimensionais para planejar invasões e ataques a edifícios na região central de Brasília.
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Conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) da PCDF em conjunto com o Laboratório Cibernético (Ciberlab) do Ministério da Justiça, a ação cumpre oito mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
Os alvos são jovens com idades entre 19 e 31 anos.
Segundo os investigadores, as interceptações e análises do material cibernético apontam que a rede possuía manuais para fabricação de artefatos explosivos e atuava no recrutamento de novos integrantes.
Entre os alvos mapeados pelo grupo estava o prédio que sediaria o debate presidencial durante o período eleitoral.
O objetivo das buscas é apreender celulares e computadores para dimensionar o estágio do planejamento e a estrutura da organização.
A apuração mira crimes de associação criminosa, incitação, apologia ao crime e infrações da Lei Antirracismo. Por ora, a polícia descarta o enquadramento na Lei Antiterrorismo.
Plano de bomba foi descoberto em 2022
Entre o final de 2022 e o início de 2023, Brasília foi alvo de planos extremistas e atos de violência política após o período eleitoral.
O episódio mais crítico ocorreu em 24 de dezembro de 2022, quando a Polícia Civil e a Polícia Federal desarticularam uma tentativa de atentado com bomba em um caminhão-tanque nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília.
A investigação apontou que o artefato foi montado por frequentadores do acampamento em frente ao QG do Exército, com o objetivo de provocar caos e forçar a decretação de estado de sítio.
Os envolvidos — condenados posteriormente pela Justiça — também se articularam em ações como o vandalismo à sede da Polícia Federal em 12 de dezembro e nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
















