O PT já conversa com partidos do Centrão sobre espaço em um eventual governo Lula 4, mirando alianças para o segundo turno.
Por Misto Brasil – DF
O governo Lula ampliou o diálogo com a cúpula do Congresso para aprovar pautas prioritárias antes do primeiro turno das eleições, como a PEC que extingue a jornada 6×1.
Negocia apoio para a disputa pelo comando da Câmara e do Senado em 2027, em meio a articulações com Hugo Motta, Davi Alcolumbre e partidos do Centrão.
De acordo com um jornal de grande circulação no país, o governo intensificou o diálogo com a cúpula do Congresso nas últimas semanas para tentar aprovar pautas prioritárias antes do primeiro turno e, ao mesmo tempo, alinhar apoios para a disputa pelo comando da Câmara e do Senado em 2027.
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A estratégia, segundo a apuração, envolve avançar em propostas de forte apelo popular, como a PEC que extingue a jornada 6×1, vista como vitrine eleitoral.
Lula da Silva se reuniu separadamente com Hugo Motta (Republicanos) e Davi Alcolumbre (União Brasil). Com Motta, além da neutralidade do Republicanos na eleição presidencial, houve sinalização de que o deputado busca apoio do PT para sua recondução à presidência da Câmara. Motta também declarou apoio a Lula e tenta eleger seu pai ao Senado na Paraíba.
Apesar de Lula já ter outros nomes como prioridade no estado, aliados admitem que Nabor Wanderley (ex-prefeito da Paraíba e pai de Hugo Motta) é visto como próximo ao presidente e não descartam gestos na campanha.
No Planalto, há avaliação de que Motta tem se empenhado na agenda governista, o que fortalece sua pretensão de reeleição.
O encontro com Alcolumbre marcou a retomada de diálogo após a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), derrota atribuída ao presidente do Senado. De acordo com o jornal, Lula ainda desconfia de sua postura, mas interlocutores defendem gestos de aproximação para destravar votações essenciais.
Aliados afirmam que Alcolumbre tem suavizado a resistência ao indicado de Lula da Silva ao Supremo e busca se viabilizar para nova disputa pelo comando do Senado em 2027, em um cenário de possível avanço da direita bolsonarista. Ele também tenta fortalecer seu grupo político no Amapá, onde seu aliado Clécio Luís enfrenta dificuldades eleitorais.
A neutralidade do União Brasil e do PP na eleição presidencial é vista pelo governo como fator relevante, ainda que petistas atribuam a decisão mais ao cálculo do Centrão do que a um gesto pró-Lula. A sigla, porém, mantém canais abertos com o Planalto.
Ainda de acordo com a apuração, o PT já conversa com partidos do Centrão sobre espaço em um eventual governo Lula 4, mirando alianças para o segundo turno. Para isso, cobra contrapartidas imediatas: aprovação da PEC do fim da escala 6×1, da PEC da Segurança Pública e do projeto sobre minerais críticos.
Lula reforçou a pressão com publicações nas redes, defendendo que “os trabalhadores não podem mais esperar”, enquanto o governo tenta aproveitar o esforço concentrado no Congresso para avançar nessas pautas entre agosto e início de setembro.
Outro ponto sensível é a MP que extingue a “taxa das blusinhas”, que precisa ser votada até 8 de setembro. Motta prometeu discutir a instalação da comissão mista e classificou o projeto de lei complementar (PLP) dos combustíveis como prioridade do Planalto, abrindo espaço para incluir outros temas de interesse do governo.



















