Smartphones viram infraestrutura de receita para empresas

Celular Smarthopne operadora Oppo
Os celulares passaram a ser uma ferramenta importante de negócios/Arquivo/Divulgação
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O consumidor usa a tela móvel para comprar, pagar via Pix, contratar crédito, acumular pontos em programas de fidelidade.

Por Misto Brasil – DF

No Brasil, 78% das transações bancárias ocorrem pelo smartphone, somando 187,5 bilhões de operações em 2025, aponta a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026.

O celular deixou de ser mera vitrine ou porta de entrada para virar o centro das operações e receitas de empresas de diversos setores. Para Rafael Franco, CEO da Alphacode, a transformação digital mudou de patamar.

O consumidor usa a tela móvel para comprar, pagar via Pix, contratar crédito, acumular pontos em programas de fidelidade e buscar atendimento rápido em canais integrados.

No setor financeiro, o Pix acelerou essa migração ao superar 7 bilhões de transações em maio de 2026 e movimentar R$ 3 trilhões no mês, segundo dados do Banco Central. Soluções de Open Finance e fintechs simplificaram pagamentos e produtos de crédito em jornadas unificadas.

“Ter presença digital já não é suficiente. A empresa precisa entender qual papel o celular ocupa na geração de receita e no relacionamento com o cliente”, observa o CEO da Alphacode, Rafael Franco.

“Quando pagamentos, fidelização, inteligência artificial e dados passam a conversar, a plataforma móvel deixa de funcionar somente como vitrine e começa a fazer parte da infraestrutura do negócio”.

A mudança alcança varejo, alimentação e serviços, que incorporam carteiras digitais, cashback e inteligência artificial para personalizar ofertas.

Soluções como FIDC, investimentos e criptoativos também ingressam na mesma interface móvel utilizada pelo cliente no cotidiano. Com maior centralização no aplicativo próprio e no WhatsApp, aumenta a responsabilidade corporativa sobre segurança e governança de dados.

Em abril de 2026, o Banco Central atualizou o Manual de Segurança do Open Finance com novas exigências para os participantes do ecossistema.

A disputa do mercado não se mede mais por downloads de apps, mas pela participação real na jornada de consumo e capacidade de gerar receita recorrente.

O desafio atual das organizações consiste em integrar tecnologia, produto e estratégia comercial para resolver necessidades do cliente em poucos cliques.

A transformação digital deixa de focar na simples adoção de ferramentas e passa a mensurar quanto do relacionamento e da receita do negócio cabe no celular.

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