Vergonha da ministra com a crise profunda no STF

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Ministra Cármen Lúcia durante sessão no plenário do Supremo Tribunal/Roberto Castello/STF
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O que se viu na sessão de quase nova horas que foi televisionada, foi um STF dividido sem a possibilidade de uma unidade.

Por Misto Brasil – DF

O Supremo Tribunal Federal encerrou a sessão de roupa suja nesta terça-feira (15) num empate de 4 a 4 para reunir os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e adiar a análise para 23 de setembro.

Ministro Flávio Dino pediu vista e leva a sessão para uma data ainda não definida. No fundo, é o que queriam o próprio Flávio e o ministro Gimar Mendes, que acham que a crise na Suprema Corte está contaminando as eleições gerais a poucos dias do primeiro turno.

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O que se viu na sessão de quase nova horas, foi um STF dividido sem a possibilidade de uma unidade. Além disso, manifestações agressivas demonstram a criação de grupós entre os dez ministrois e o isolamento do presidente Edson Fachin.

Faltaram decoro e sensatez entre os ministros. Na terça-feira (23) está prevista a sessão que vai analisar o comportamento do ministro André Mendona, mas provavelmente não deve acontecer.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (15) sentir-se “um pouco até envergonhada” diante da crise interna da Corte e disse que o tribunal, em vez de transmitir tranquilidade à sociedade, acabou “gerando intranquilidade”.

A manifestação ocorreu durante a sessão extraordinária que discute questões processuais relacionadas à possível abertura de investigação sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes.

Cármen Lúcia iniciou sua fala explicando que não costuma antecipar votos quando há pedido de vista, mas que se manifestaria por se tratar de uma questão de ordem levantada durante a sessão. Em seguida, relatou o sentimento com que acompanhava o julgamento.

“Eu estou nesta sessão, como talvez muitos dos meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza”, afirmou.

A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa os desdobramentos do caso envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teve um novo bate-boca generalizado.

Ccom troca de acusações entre ministros, intervenção do procurador-geral da República, Paulo Gonet, críticas à condução do presidente da Corte, Edson Fachin, e um pedido de vista de Flávio Dino.

A escalada ocorreu enquanto o plenário discutia uma questão de ordem sobre a possibilidade de reunir os procedimentos relacionados a Moraes e André Mendonça e adiar a análise conjunta.

O confronto começou durante uma discussão sobre referências a Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em documentos produzidos no caso Master.

Mendonça afirmou que os documentos faziam referências expressas aos dois. Gonet pediu a palavra e disse que queria esclarecer a menção ao seu nome.

 

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