O processo de compra no setor gastronômico começa na apresentação da vitrine e se consolida na padronização das lojas.
Por Misto Brasil – DF
Mais da metade dos consumidores (52%) abandonou marcas após experiências negativas com produtos ou serviços, revela levantamento da PwC Brasil. A pesquisa indica ainda que 29% romperam relações comerciais devido a falhas diretas no atendimento, presencial ou digital.
No segmento de confeitaria artesanal, a percepção de valor passou a depender da jornada do cliente tanto quanto da qualidade do produto final.
O diagnóstico é de Felipe Noronha, CEO da rede paulista Doce Magia, fundada no Alto Tietê.
Segundo o executivo, o processo de compra no setor gastronômico começa na apresentação da vitrine e se consolida na padronização das lojas, no suporte prestado pelas equipes e na memória afetiva do consumidor.
O movimento acompanha a expansão da alimentação fora do lar. Dados da Abrasel apontam que o setor de bares e restaurantes movimentou R$ 495 bilhões em 2025, um avanço sobre os R$ 455 bilhões do ano anterior.
Paralelamente, o segmento de franquias de Food Service cresceu 10,8%, segundo a ABF, impulsionando a concorrência por retenção de clientes.
Para sustentar a expansão sem perder o padrão, redes do setor investem na centralização fabril. A estrutura permite rigor no controle de fichas técnicas, redução de oscilações na produção e libera as equipes de ponta para focar no atendimento.
A gestão profissionalizada busca alinhar processos operacionais à manutenção do apelo emocional inerente ao mercado de doces.
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