Na bolsa de valores, houve uma das maiores quedas desde setembro de 1998, quando o índice recuou 15,83%.
Por Misto Brasil
A divergência entre a escolha do mercado e a escolha das urnas levou o Ibovespa a ter uma profunda baixa nesta segunda-feira, um desastre monumental de 13.88%, aos 176.608,23 pontos, uma perda elástica de 28.474,33 pontos – sim, mais de vinte e oito mil pontos em um só dia.
O principal índice da bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 169.516,43 pontos e a máxima de 205.088,74 pontos ao longo do pregão. O volume financeiro somou R$ 88,6 bilhões, em um dia marcado por vendas expressivas de ações e forte volatilidade.
Essa é uma das maiores baixa da história. A maior queda da série ocorreu em 10 de setembro de 1998, quando o índice recuou 15,83%, em meio à crise financeira russa.
“Vai ser um dia difícil. O mercado vai reavaliar tudo”, disse logo cedo Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset Management, que administra 1,1 trilhão de reais (US$ 221 bilhões).
“Todos foram pegos de surpresa. Todos estão tentando entender o que aconteceu”.
A reação negativa começou logo na abertura dos negócios, quando investidores passaram a ajustar suas posições diante do resultado das urnas, que contrariou as expectativas de parte do mercado financeiro.
Com a queda de 10% do Ibovespa, a bolsa brasileira acionou o circuit breaker, interrompendo as negociações por 30 minutos. O mecanismo foi utilizado pela primeira vez desde março de 2020, quando os mercados enfrentaram a turbulência provocada pelo início da pandemia de Covid-19.
O dólar comercial foi um dos vitoriosos, com alta expressiva de 8,21%, a R$ 5,403, na quinta maior alta desde o Plano Real. As taxas DIs (juros futuros) dispararam por toda a curva.
O movimento local acompanhou o desempenho do dólar global, ainda que o cenário externo tenha ficado em segundo plano. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,16%, aos 101.970 pontos.
O dólar chegou a saltar 12,25%, a R$ 5,6049, nos primeiros minutos do pregão com o mercado calibrando as apostas com a reeleição de Lula.
O presidente teve 51,79% dos votos válidos ante 48,21% do adversário Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de mais de 4,3 milhões de votos. (Com o Times Brasil, InfoMoney e MoneyTimes)
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