Formada por 232 torres em plena Floresta Amazônica, a infraestrutura estratégica visa substituir a matriz de geração isolada.
Por Misto Brasil
A Mineração Rio do Norte (MRN) iniciou a fase final de implantação de sua nova linha de transmissão de 98 quilômetros para conectar as operações de Porto Trombetas (PA) ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Formada por 232 torres em plena Floresta Amazônica, a infraestrutura estratégica visa substituir a matriz de geração isolada e reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa associadas ao consumo de energia na produção de bauxita no estado do Pará.
O empreendimento de alta complexidade demandou operações logísticas multimodais por rodovias e hidrovias para o transporte de estruturas metálicas e insumos.
O destaque de engenharia é a travessia de 5,2 quilômetros sobre o Rio Trombetas, sustentada por cinco torres de grande porte entre as maiores já erguidas no país. A estrutura foi dimensionada para suportar ventos, vazões fluviais e garantir a navegação segura na calha do rio.
A modernização tecnológica e o impacto socioambiental abrangem os seguintes destaques:
Subestação Compacta: Uso de tecnologia isolada a gás (GIS), que reduz em até 90% a área de ocupação física no solo em relação aos modelos convencionais.
Mobilização de Mão de Obra: O pico das obras alcançou mais de 1.100 trabalhadores contratados, sendo 67% oriundos do Pará e quase metade residentes de Oriximiná.
Gestão Socioambiental: Monitoramento contínuo de fauna e flora, mitigação de impactos hídricos e diálogo direto com 19 comunidades locais da área de influência.
A nova linha de transmissão integra o plano de investimentos da mineradora para aumentar a eficiência operacional e dar suporte ao Projeto Novas Minas (PNM), que prevê a continuidade do extrativismo sustentável de bauxita na região pelas próximas décadas.
Acompanhe no Misto Brasil os investimentos em transição energética, mineração e infraestrutura na Amazônia.
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.





















