Crise e mortes mostra que o sandinismo morreu na Nicarágua

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A Nicarágua lembrou na última quinta-feira o 39º aniversário da vitória da revolução sandinista. A data foi ofuscada pela crise profunda que atravessa o país latino-americano e que deixou centenas de mortos (cerca de 360 mortes) em três meses de protestos contra o presidente Daniel Ortega.

“O sandinismo histórico morreu. Ele foi sistematicamente pervertido até terminar como uma fachada, que serve para impor os interesses do clã Ortega. É um sistema clientelista, que foi financiado pela Venezuela. Além do vocabulário revolucionário, as raízes históricas foram sepultadas”, diz o cientista político Günther Maihold, vice-diretor do Instituto Alemão para Política Internacional e Segurança (SWP).

José Luis Rocha, sociólogo e pesquisador da Universidade de Marburg, explica que, na década de 80, a Frente Sandinista de Liberação Nacional (FSLN) foi gradualmente cooptando os movimentos sociais no país. No mais tardar em 2007, quando Daniel Ortega retornou à presidência, eles perderam sua independência. “Sob Ortega, a Frente Sandinista demoliu o movimento social na Nicarágua e o colocou a seus pés e seu serviço”, diz o especialista nicaraguense.

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