Ibovespa fecha em queda pressionado pelo exterior

Bolsa de Valores Brasil B3 mercado financeiro Misto Brasil
Na bolsa de valores são negociadas as ações das companhias brasileiras/Arquivo/Divulgação
Compartilhe:

Entre os principais destaques de valorização do pregão destacaram-se papéis dos setores de consumo e gestão.

Por Misto Brasil

O Ibovespa encerrou as negociações desta quinta-feira (05) em território negativo, refletindo a cautela internacional e o forte viés de baixa vindo dos mercados globais de tecnologia e exterior.

O principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) recuou para a faixa dos 166,4 mil pontos, pressionado pela desvalorização de ações ligadas a commodities e pelo recuo generalizado na esteira de Wall Street. Apesar do clima externo adverso, empresas com forte apelo interno e balanços corporativos recentes destacaram-se positivamente na sessão.

Entre os principais destaques de valorização do pregão destacaram-se papéis dos setores de consumo e gestão, enquanto a ponta vendedora foi liderada por construtoras e mineradoras.

O comportamento dos principais ativos, as maiores altas e as baixas mais expressivas do dia compreendem os seguintes pontos estratégicos:

  • Maiores Altas: A Cosan (CSAN3) liderou os ganhos da sessão com valorização superior a 6%, seguida de perto pelos papéis da C&A Modas (CEAB3) e da Smart Fit (SMFT3), impulsionadas por relatórios corporativos.

  • Maiores Baixas: Na ponta negativa, a Construtora Tenda (TEND3) registrou forte queda após a repercussão de resultados trimestrais, acompanhada por baixas na CSN Mineração (CMIN3) e em ativos do segmento de seguros.

  • Ações de Peso: Os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) e da Vale (VALE3) operaram sob oscilações mistas ao longo do dia, acompanhando a volatilidade dos preços internacionais das matérias-primas.

  • Cenário Geral: O ambiente de negócios na B3 seguiu ditado pela cautela dos investidores e pela reavaliação de portfólios diante do cenário macroeconômico global.

O mercado financeiro nacional segue monitorando os desdobramentos internacionais e os próximos indicadores da agenda econômica para definir os rumos dos próximos pregões.

 Copel e Vale , deram adeus à carteira de dividendos do Itaú BBA para novembro. Além da dupla, a B3  também foi retirada da seleção.

No lugar da estatal paranaense, o BBA optou por outra elétrica: a CPFL Energia. Para os analistas, a empresa oferece exposição a um perfil defensivo, com balanço confortável, geração de caixa previsível e capacidade de combinar distribuição de dividendos com crescimento.

“A diversificação entre distribuição, transmissão e geração reduz a dependência de uma única dinâmica operacional, enquanto a elevada participação de negócios regulados aumenta a visibilidade dos resultados”.

O dólar encerrou a primeira sessão após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada ontem (04), em alta de 0,68%, a R$ 5,48 no mercado à vista.

A queda frente ao real nesta quinta-feira (5) foi na contramão do desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em queda de 0,02%, aos 101,5500 pontos.

O ouro estendeu os ganhos da véspera e encerrou as negociações desta quinta-feira (5) em alta, alcançando o maior nível em duas semanas enquanto o dólar e os rendimentos dos Treasurys enfraqueceram em meio à cautela em Wall Street após as eleições nos EUA.

As bolsas de Nova York registraram fortes perdas, apagando os ganhos da sessão anterior, quando os mercados reagiram positivamente aos resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

A queda foi impulsionada pela continuidade da saída de investidores de ações de tecnologia, em meio a preocupações sobre uma possível desaceleração na construção de centros de dados.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro encerrou com ganho de 0,99%, a US$ 4.113,50 por onça-troy.

A prata para dezembro avançou 0,18%, a US$ 52,376 por onça-troy.

Corte de gastos pelo governo

O governo Lula da Silva (PT) estuda endurecer o arcabouço fiscal para que bloqueios realizados durante a execução do Orçamento tenham efeitos permanentes sobre os gastos públicos. A proposta faz parte de um conjunto de medidas em análise pela equipe econômica para conter o avanço da dívida. As informações são da Folha de S.Paulo.

Atualmente, quando a arrecadação fica abaixo do previsto, o governo pode congelar recursos dos ministérios para cumprir a meta fiscal. Esse mecanismo, chamado de contingenciamento, tem validade apenas durante o ano em que é aplicado.

A equipe econômica avalia ainda permitir, em determinadas circunstâncias, o contingenciamento de despesas obrigatórias, hoje protegidas dos bloqueios. A intenção é ampliar as alternativas de ajuste, já que grande parte do Orçamento está comprometida com gastos previstos em lei.

Acompanhe no Misto Brasil a cobertura completa sobre a B3, fechamento do mercado financeiro, cotações e análises diárias da bolsa de valores. (Com o MoneyTimes e InfoMoney)

PARTICIPAÇÃO DO LEITOR

Participe desta discussão

Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.

Seu e-mail não será publicado.
Entre 20 e 3.000 caracteres.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Notícias, vídeos e destaques em tempo real. Escolha sua rede favorita.

Dica: acompanhe também pelo WhatsApp para receber atualizações rápidas.