O chefe do Executivo optou por não comparecer pessoalmente ao plenário, sendo representado por seus advogados de defesa.
Por Misto Brasil
O Senado do Paraguai deu continuidade nesta sexta-feira (6) aos trâmites do processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña, em meio à grave crise política e financeira desencadeada pelo colapso do Banco Ueno.
O chefe do Executivo optou por não comparecer pessoalmente ao plenário, sendo representado por seus advogados de defesa, após publicar uma mensagem de despedida e registrar sua renúncia nas redes sociais.
A manobra, contudo, encontrou forte resistência no Congresso, que barrou o aceite imediato da saída para garantir que o julgamento político prossiga e impeça a concessão de imunidade parlamentar vitalícia.
Durante a sessão extraordinária, os senadores rejeitaram por ampla maioria o pedido de adiamento protocolado pela defesa e passaram a ouvir os argumentos técnicos apresentados pelos advogados Adolfo Ferreiro e Ricardo Preda.
O panorama jurídico da sessão e os desdobramentos institucionais reúnem os seguintes pontos estratégicos:
Ausência e Defesa: Peña não compareceu ao parlamento, enviando uma carta de solicitação de prazos adicionais e nomeando sua defesa jurídica para contestar a validade da acusação.
Estratégia de Renúncia: A oposição e parlamentares governistas sustentam que a renúncia imediata concederia a Peña o status de senador vitalício com foro privilegiado, motivo pelo qual a tramitação do impeachment foi mantida em andamento.
Crise do Banco Ueno: O cerne da acusação aponta mau desempenho de funções em decorrência do colapso da instituição financeira e do direcionamento de recursos públicos e previdenciários.
Próximos Passos: O plenário do Senado segue avaliando as provas documentais e os depoimentos para decidir sobre a destituição definitiva do cargo e a consequente assunção do vice-presidente Pedro Alliana.
A crise institucional coloca à prova a estabilidade do governo paraguaio, enquanto os mercados e a sociedade civil acompanham os desdobramentos judiciais e econômicos da intervenção no sistema financeiro.
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