O acidente com avião bimotor turbohelice Beechcraft 100 King Air prefeixo PT-LJN na pista do aeroporto do município de Itapaci, na região central de Goiás, na manhã desta quinta-feira (06) chama a atenção para a empresa Voar Taxi Aéreo Ltda. O avião foi fretado pela campanha do candidato ao governo de Goiás, Daniel Vilela (MDB). O político e os demais passageiros saíram ilesos do acidente, que teria sido provocado por um “erro operacional”, segundo nota da assessoria do candidato.
Estavam também no avião os deputados e candidatos à reeleição Bruno Peixoto (MDB), Waguinho Siqueira (MDB), o deputado federal e coordenador da campanha, Pedro Chaves (MDB), três integrantes da equipe de Daniel Vilela, o piloto e o co-piloto.
Consultada sobre a situação da aeronave, a Agência Nacional de Aviação (Anac), informou ao Misto Brasília que a empresa proprietária do avião “não possui certificação” para operar ma modalidade taxo-aéreo. A aeronave também não possui certificação para operar na modalidade táxi-aéreo.
É uma situação similar a Globo Aviação, de Goiás, que também é suspeita de operar na ilegalidade, embora faça fretes para políticos que pagam com dinheiro público. A denúncia foi publicada em julho pelo site The Intercept Brasil.
As proprietárias são as irmãs Ana Flávia Azeredo Coutinho Abrão Siqueira e Alessandra Azeredo Coutinho Abrão, filhas do ex-deputado federal Pedro Abrão Júnior e parte do clã Abrão, que abrange senadores e deputados, incluindo uma parlamentar que participou da elaboração da última Constituição.
Elas são primas da senadora Lúcia Vânia (PSB), que contratou o serviço de táxi-aéreo da família ao menos oito vezes no ano passado. Foram R$ 70 mil em voos, pagos com dinheiro público, de acordo com a sua prestação de contas, segundo a reportagem.
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