Victorina Morales e Sandra Díaz, as imigrantes ilegais que revelaram ter trabalhado como domésticas em um dos clubes de golfe que pertence ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não têm medo de continuar denunciando a situação dos imigrantes e declararam que o ex-chefe “enlouqueceu”.
“Quando o vi na televisão, como ele se expressava sobre nós (os imigrantes), eu dizia: ‘Mas esse homem está louco‘. Se ele nos vê lá (no clube de golfe), por que nos trata assim?”, questionou Victorina, elata a agência Efe.
Ex-funcionária da casa de Trump em um clube de golfe do qual também é dono em Nova Jersey, ela relatou a radical diferença entre a amabilidade do atual presidente no local e as declarações anti-imigração que marcaram a campanha das eleições de 2016 e o governo liderado por ele.
Ao ouvir as declarações xenofóbicas do presidente, a imigrante guatemalteca decidiu dar um basta e revelar que trabalhava para o presidente, apesar de sua situação irregular no país. Mas esse não foi o único motivo. As humilhações, os insultos e os abusos cometidos por sua supervisora no antigo emprego também a incentivaram a “dar a cara” por todos que sofrem o mesmo que ela vivenciou.

















