O presidente Jair Bolsonaro irá se envolver pessoalmente na articulação da base de seu governo com vistas à aprovação da reforma da Previdência, afirmou nesta sexta-feira o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO).
De acordo com o líder, que tem mantido contato constante com o Planalto por meio de auxiliares do presidente, Bolsonaro concordou com a sugestão de oferecer um café da manhã, na quarta-feira, à bancada do PSL, e outro café, na quinta, a demais líderes com quem pretende construir a base. Major Vitor Hugo participou da apresentação feita ao presidente sobre a proposta.
“Semana que vem eu propus a ele e ele vai receber quase 60 parlamentares do PSL em um café da manhã, e líderes da futura base”, disse o deputado. Segundo ele, está previsto ainda um encontro de parlamentares do PSL com o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, na tarde da quinta-feira.
A intenção, explicou Vitor Hugo, é procurar todos os líderes e conversar com “bancada por bancada”, de forma a iniciar o périplo pelo convencimento em torno da proposta. Segundo o líder, o governo está “preocupado” e “sensível” à necessidade de “respeito” ao Parlamento.
O líder do governo reconheceu que ainda não é possível estimar com precisão o tamanho da base de Bolsonaro, eleito com uma coligação formal apenas entre o PSL e o PRTB. Outro partidos, como o PR, já manifestaram apoio ao governo, que conta com uma expressiva participação do DEM, ocupando inclusive postos chave da administração.
A volta do presidente à ativa — ele recebeu alta hospitalar há dois dias, após cirurgia para retirada de uma bolsa de colostomia— e sua atuação mais incisiva devem ajudar Vitor Hugo na tarefa de angariar e coordenar a base do governo.
Nas contas dele, todos partidos que não sejam claramente de oposição teriam potencial para formarem a base governista, o que daria cerca de 370 deputados. O número, afirma o parlamentar, já foi expresso em algumas votações nesta primeira semana de votações na Câmara. “Existe um prazo para que essa construção se dê”, argumentou o deputado.
Para ele, a presença de Bolsonaro dá “segurança para todo mundo” e “tende a dissipar ansiedades” em torno da atuação da liderança do governo.
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