Moro responde ao MBL e não vai à Câmara

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O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, informou ontem através de sua assessoria que não irá na Câmara dos Deputados na quarta-feira (26) falar sobre os vazamentos divulgados pela imprensa. Não explicou ou motivos para recusar o convite e nem informou sobre uma nova data.

Moro está nos Estados Unidos em missão oficial. Por não ser uma convocação, Moro não é obrigado a comparecer. Apesar disso, sua ida era dada como certa pelos parlamentares. Áudio divulgado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) mostra o ministro Sergio Moro  pedindo desculpas por supostamente tê-los chamado de “tontos” em mensagens trocadas com integrantes da Operação Lava Jato em 2016.

“Consta ali um termo que não sei se usei mesmo. Acredito que não. Pode ter sido adulterado. Mas queria pedir minhas escusas se eventualmente utilizei porque sempre respeitei o Movimento Brasil Livre”, disse o ministro.

Procuradores da Operação Lava Jato protegeram Sergio Moro para evitar que tensões entre o então juiz e o Supremo Tribunal Federal (STF) paralisassem as investigações da força-tarefa em 2016. A informação é do novo lote de conversas divulgada pelo Intercept em parceria com a Folha de São Paulo. O conflito teria sido motivado por repreensão do STF a Moro sobre divulgação ilegal de conversa entre o ex-presidente Lula da Silva e a, na época, presidente Dilma Rousseff.

A nota da força-tarefa da Lava Jato sobre essa notícia diz o seguinte: “A Força-Tarefa não teve acesso aos materiais citados pelo jornal e, por isso, tem prejudicada sua possibilidade de avaliar a veracidade e o contexto dos supostos diálogos. Os integrantes da Força Tarefa pautam suas ações pessoais e profissionais pela ética e pela legalidade”.

Comentário de Alon Feuerwerker, jornalista e analista político no Poder360: Por enquanto, o conflito político em torno do ministro da Justiça e ex-juiz Sérgio Moro passou de guerra de movimento para guerra de posição. Sai a lógica da blitzkrieg e entra a da guerra de trincheiras. Nem Moro conseguirá rapidamente amputar a série de revelações do Intercept, nem este parece estar perto de derrubar o símbolo maior da Lava-Jato.

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