FaceApp – os perigos do aplicativo da moda

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FaceApp nasceu em 2017 mas só nos últimos dias entrou na moda. A aplicação que faz as pessoas parecerem mais velhas (ou mais novas) está a causando furor no Instagram e no Facebook, mas os especialistas alertam para os perigos da app.

Os fundadores da app, de nacionalidade russa, dizem que a aplicação usa uma forma de inteligência artificial para scannizar rostos e torná-los mais jovens, mais velhos, de outro sexo ou mais atraentes. O problema é que não está claro o que acontece com todos os dados que utilizador fornece à app, já que a política de privacidade da empresa deixa uma ampla margem de manobra.

De acordo com Stilgherrian, conhecido comentador de tecnologia no Twitter, “essa é uma política de privacidade bastante standard, que efetivamente não oferece nenhuma proteção“. 

“Todo o modelo de negócio que prolifera como startup  coleciona enormes quantidades de dados pessoais sem ter qualquer ideia de como isso poderá a ser utilizado no futuro. Enquanto isso, os desenvolvedores do negócio só pensam em ir em frente ou em serem comprados por Facebook, Google ou outros”, acrescenta, citado pelo portal argentino La Voz.

O advogado Michael Bradley, da Marque Lawyers, disse ao ABC da Austrália que “qualquer um que tenha colocado o seu rosto online juntamente com nome e outras formas de identificação já está muito vulnerável a ser capturado digitalmente para utilizações futuras de reconhecimento facial”.

Já o presidente da Fundação Australiana de Privacidade, David Vaile, sugere que se deva parar de usar a aplicação. “O reconhecimento facial está rapidamente a tornar-se um dos elementos-chave da identidade digital e, portanto, as pessoas devem considerar a proteção da sua imagem facial da mesma forma que devem proteger outros elementos da sua identidade, como a data de nascimento, número de contribuinte e outros”, frisou.

Outra controvérsia em que a FaceApp está envolvida é a opção que torna o rosto mais atraente, com tendência para aclarar a pele, o que tem motivado acusações de racismo. A polémica tem sido tão grande que os responsáveis pela app já avançaram com o pedido de desculpas público, escreve o DN, de Portugal.

 

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