O Edir Macedo apoiou o governo Dilma até recentemente. Se acontecesse uma improvável volta de Dilma daqui alguns meses, ‘não tenho dúvidas de que ele estaria pronto para apoiá-la novamente’.
A opinião é do sociólogo Roberto Dutra, doutor pela Universidade Humboldt de Berlim e professor da Universidade Estadual do norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf).
A frase acima responde a uma das perguntas feitas a ele pelo El Pais acerca dos reflexos da interferência da religião na política e com que olhos os fiéis enxergam isso.
Dutra acha que o governo Temer deve usar a pauta dos costumes para fidelizar o eleitorado evangélico mais pobre, tende a se distanciar dele na medida em que ele adotar uma política socialmente insensível de redução do gasto social
“O voto religioso é circunstancial e muito mais presente nas eleições legislativas do que nas executivas. Por isso, eu acredito que se o Governo Temer não for capaz de fazer uma política social minimamente satisfatória do ponto de vista dessa população, ele não vai conseguir o apoio dela”.
Mas na eleição do executivo, a maior parte do eleitorado não vota por religião e é também alimentada com informações que servem para descredenciar o perfil religioso do candidato religioso.
“ Também é importante dizer que é um equívoco falar em coesão da bancada religiosa. A Igreja Universal, por exemplo, tem uma estratégia de atuação parlamentar bem diferente da Assembleia de Deus. Só há união em momentos específicos, como agora”, garante.
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