A operação da Polícia Federal desta terça-feira que fez busca e apreensão em endereços ligados ao presidente do PSL, Luciano Bivar, fortalece a tese de justa causa para que parlamentares deixem o partido sem correrem risco de serem cassados por infidelidade partidária, disse à Reuters o deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS), aliado do presidente Jair Bolsonaro.
“Sem dúvida (ajuda a sair do partido sem ser cassado). Como vou ficar no partido onde a Polícia Federal bate na casa do presidente?”, questionou Nunes.
Em guerra com o comando do PSL controlado por Bivar, Bolsonaro e aliados pediram na semana passada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma espécie de auditoria das contas da legenda em anos mais recentes. Por trás desse debate, está o controle dentro do partido do milionário fundo eleitoral, que foi turbinado após a legenda ter eleito uma expressiva bancada na eleição passada na esteira da vitória de Bolsonaro, segundo informou a Reuters.
O deputado disse que aliados do presidente na legenda vão tentar sair em bloco do PSL. Ele contabilizou 22 deputados nessa situação, número esse que, com a operação da PF desta terça, pode subir porque haveria outros 11 indecisos.
Bibo Nunes destacou que considera “normal” a operação policial contra o presidente do partido. “As atitudes do Bivar só poderiam levar a isso, pela maneira como leva o partido, sem ética, sem compliance, sem transparência, como um coronel”, afirmou.
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