Quatro mandados judiciais estão sendo cumpridos neste momento pela Polícia Federal em São Paulo e Fortaleza, no Ceará. O objetivo é apurar o pagamento de propina de empreiteira para anular a operação Castelo de Areia, realizada em 2009.
A Castelo de Areia acabou sendo foi anulada pela justiça, após investigar um esquema corrupto na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Hoje, a operação foi batizada de Operação Appius para investigar o pagamento de propina a agentes públicos para de anular Castelo de Areia.
O inquérito foi iniciado a partir de informações obtidas na delação do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, segundo divulgou a CBN com base em informações de policiais.
O que publicou a revista Crusoé sobre essa delação: “Antonio Palocci afirma que em um encontro realizado na residência oficial de Dilma Rousseff, o ex-ministro e advogado Márcio Thomaz Bastos disse que a Camargo Corrêa iria doar 50 milhões de reais para a campanha presidencial da petista em 2010 em troca de uma ajuda do governo para “derrubar” a Operação Castelo de Areia no Superior Tribunal de Justiça. A ajuda do governo seria fomentar a indicação do então presidente do STJ, Cesar Asfor Rocha, para uma vaga no STF. A operação foi anulada em abril de 2011, mas como a indicação de Rocha ao Supremo acabou não se concretizando, a Camargo Corrêa teria pago 5 milhões de reais ao ministro. Pelo serviço prestado, Palocci recebeu 1,5 milhão de reais por meio de sua empresa de consultoria.”
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