O Ministério da Economia e o Banco Central têm martelado em uníssono que, apesar de o crescimento econômico ainda ser lento, está sendo guiado pela primeira vez pelo setor privado enquanto o PIB do governo cai, o que engatilhará uma atividade mais robusta à frente.
Para economistas ouvidos pela Reuters, a direção é essa e está correta. Mas, para a mudança se refletir em mais emprego e renda na ponta, os brasileiros ainda vão ter que esperar.
Dados compilados pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia mostram que o PIB privado subiu 2,22% no trimestre encerrado em junho, na comparação interanual, enquanto o PIB do governo exibiu um recuo de 1,56%. Cinco anos antes, no trimestre encerrado em junho de 2014, o PIB privado caía 0,56% ao passo que o público exibia uma expansão de 3,49%.
Desde os três meses encerrados em dezembro passado, esse desenho com privado para cima e público para baixo já vinha sendo delineado. A diferença é que, de lá para cá, o mergulho do PIB do governo se acentuou.
“Na hora que você reduz a taxa de juros, quem responde é o setor privado, o investimento, o consumo”, afirmou o coordenador-geral de Projeções Econômicas da SPE, Fausto Vieira.
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