Avião abatido por míssil no Irã não foi o primeiro caso

Avião queda no Irã
Irã admitiu que abateu Boeing com míssil na última quarta-feira/Arquivo
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Pelo menos sete aviões civis foram abatidos, ao longo dos últimos 50 anos, por mísseis lançados por acidente ou por confusão de alvos. O erro admitido este sábado pelo Irão, que abateu acidentalmente o Boeing 737 da Ukrainian Airlines, tem precedentes registados desde os anos 70 do século passado. O levantamento foi feito pelo DN, de Portugal.

21 de fevereiro de 1973 – Um Boeing 727 da companhia aérea Arab Airline, que fazia a ligação Tripoli-Cairo é abatido por um caça israelita sobre o deserto do Sinai. Das 112 pessoas a bordo, 108 morreram. O Boeing, que tinha sido desviado, foi interceptado na península do Sinai, na altura ocupada por Israel. Segundo as autoridades, o avião tinha-se recusado a aterrissar.

Noite de 31 de agosto para 1 de setembro de 1983 – Um Boeing 747 da Korean Air Lines, da Coreia do Sul, foi abatido por um caça soviético sobre a ilha de Sacalina, depois de se ter desviado da rota. Todos os 269 passageiros e tripulantes morreram. Moscou só reconheceu responsabilidade cinco dias depois, sob pressão internacional e após uma condenação do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

3 de julho de 1988 – Um Airbus A-300 da companhia aérea nacional Iran Air, que fazia a ligação entre Bandar-Abbas e o Dubai (Emirados Árabes Unidos), foi abatido, após a descolagem, por dois mísseis lançados por um navio norte-americano que patrulhava o Estreito de Ormuz. Morreram 290 pessoas. A tripulação do USS Vincennes afirmou ter confundido o Airbus com um caça iraniano com intenções hostis. Os EUA tiveram de pagar 91,5 milhões de euros a Teerã como compensação.

4 de outubro de 2001 – Um Tupolev-154 da companhia russa Sibir, que fazia a ligação Telavive-Novosibirsk, no oeste da Sibéria, explodiu enquanto sobrevoava o Mar Negro, a menos de 300 km da costa da Crimeia (sul de Ucrânia). Morreram 78 pessoas, a maioria das quais israelitas. Uma semana depois, Kiev reconheceu que o desastre foi consequência do disparo acidental de um míssil ucraniano.

23 de março de 2007 – Um Ilyushin pertencente a uma companhia aérea bielorrussa foi atingido por um míssil após decolar da capital somali, Mogadíscio, em plena guerra civil, tendo morrido 11 pessoas. O avião levava engenheiros e técnicos da Bielorrússia que iam reparar outro avião, atingido por um míssil, duas semanas antes.

17 de julho de 2014 – Um Boeing 777 da Malaysia Airlines, que fazia a rota Amsterdão-Kuala Lumpur (voo MH17), com 298 pessoas a bordo (196 eram holandeses), foi abatido perto de Donetsk, no leste da Ucrânia, região dilacerada por conflitos armados e controlada por separatistas pró-russos. Não houve sobreviventes. Investigadores internacionais estabeleceram, em maio de 2018, que o avião foi abatido por um míssil de produção soviética, proveniente da 53ª brigada antiaérea russa com sede em Kursk, no sudoeste da Rússia.

8 de janeiro de 2020 – Um Boeing 737 da companhia aérea Ukrainian International Airlines que descolou de Teerão com destino a Kiev, despenhou-se dois minutos após a descolagem nos arredores da capital iraniana. Morreram as 176 pessoas a bordo. O Irã negou durante vários dias a responsabilidade pelo acidente, mas acabou por admitir que o acidente foi causado por um míssil iraniano.

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