O secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Valter Casimiro, não conseguiu convencer os deputados distritais que há argumentos e fundamentos técnicos e financeiros para justificar o aumento das passagens de ônibus e do metrô. Para os parlamentares, nem mesmo a justificativa de defasagem de 16% no preço das passagens ficou provada.
Casimiro se reuniu hoje (21) à tarde com uma parte dos parlamentares no gabinete do presidente da Câmara Legislativa, deputado Rafael Prudente (MDB). A reunião terminou como começou, ou seja, sem entendimento. Para esta quarta-feira (22), a Semob ficou de apresentar documentos complementares solicitados pelos deputados, como o resultado da auditoria da Fundação Getúlio Vargas sobre o transporte público – que não foi levada em consideração pelo Governo do Distrito federal -, assim como a planilha da bilhetagem.
Na opinião do deputado distrital Fábio Félix (PSol), a maioria dos 24 parlamentares já está convencida de que o reajuste em vigor há uma semana poderá ser revisto. E não faltam propostas para que a CLDF seja convocada extraordinariamente para decidir sobre a polêmica.
A suspensão do reajuste poderá ocorrer com a apresentação de um projeto de lei do Legislativo (PDL). A outra possibilidade é encontrar uma solução financeira para revogar o reajuste. Parlamentares como Rodrigo Delmasso (Republicanos) apresentaram sugestões para reverter o percentual de 10%. Foi questionado também a redução de 0,5% da alíquota do IPVA, que diminuiu em R$ 200 milhões a arrecadação distrital.
Os parlamentares também querem a abertura de uma licitação para que novas empresas possam concorrer no mercado do Distrito Federal.
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