Até o meio da tarde desta sexta-feira (24), 98 pessoas tinham aderido à campanha da vaquinha que levará três estudantes e o professor de química do Centro de Ensino Médio 02 do Gama, Distrito Federal, para a Malásia. A contagem parcial aponta que foram arrecadados R$ 8,2 mil para uma meta de R$ 25 mil.
O dinheiro vai pagar todas as despesas das passagens, alimentação e estadia. A vaquinha virtual tem um fundo solidário importante para esses cientistas juvenis, que desenvolveram um plástico biodegradável a partir da casca da laranja.
O grupo de Bárbara Wingler, Kazue Nishi, Lucas Silva e do professor Alex Aragão já ganhou prêmios no Brasil, mas pode se consagrar internacionalmente. Eles vão participar da feira de inovação World International Fairs Association (Wifa), de 2 a 6 de outubro. Na bagagem levam a pesquisa de oito meses que ainda precisa de ajustes, como melhorar a densidade do bioplástico e reduzir o tempo de resultado para até uma semana.
“Estamos trabalhando em cima dessa tecnologia a fim de conseguir um material com propriedades mais resistentes”, detalha Alex Aragão. No futuro esse plástico biodegradável poderá se transformar em canudinhos ou sacolas plásticas usados nos supermercados.
O trabalho dos estudantes da rede pública do DF se assemelha ao que já fizeram Miranda Wang e Jeanny Yao. A dupla de estudantes ganhou o prêmio Perlman de ciência. Tudo graças ao protótipo de bactéria capaz de transformar plástico em CO2 e água. Trabalhando na ideia desde os tempos do colégio, hoje elas colhem os frutos e já possuem duas patentes, uma empresa e cerca de US$ 400 mil de investimento inicial.





















