O lado perverso da “namoradinha do Brasil”

Regina Duarte entrevista
Regina Duarte no início da entrevista em que desdenhou da tortura/Reprodução vídeo
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A secretária da Cultura do Brasil, a atriz Regina Duarte, desvalorizou as perseguições, tortura e mortes que ocorreram durante a ditadura militar no país e disse que a evocação desses tempos por jornalistas e pelos seus críticos é sinal de que “estão cansados por carregarem um cemitério nas costas”.

Numa entrevista à CNN Brasil, na quinta-feira à noite, a responsável pela pasta da Cultura disse também que admite passar a lamentar em público a morte de personalidades da área, “se isso é importante para as pessoas”. Regina já foi a “namoradinha do Brasil” por conta dos folhetins da TV Globo.

Durante a entrevista, conduzida pelo jornalista Daniel ​Adjuto e apoiada em estúdio por outros dois pivôs da CNN Brasil, Reinaldo Gottino e Daniela Lima, a secretária da Cultura do Brasil mostrou-se incomodada com perguntas sobre as críticas de que tem sido alvo por parte de colegas de profissão e de outros membros do Governo do Presidente Jair Bolsonaro.

Confrontada com essas críticas, Duarte disse que não pensa em demitir-se e que vai permanecer na liderança da pasta enquanto sentir que tem a confiança das pessoas que a rodeiam no Governo.​

Já perto do final, Regina Duarte decidiu abandonar a entrevista por considerar “uma falta de respeito” ser questionada também pelos colegas do seu entrevistador, dizendo que isso “não estava combinado”. Antes, com risadas, cantou “Pra frente Brasil”, que foi o hino da seleção nacional de futebol em 1970, mas também um símbolo sonoro da ditadura militar.

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