A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (07) uma operação para investigar fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em benefícios por incapacidade temporária e aposentadorias por incapacidade permanente. Segundo a Polícia Federal, os responsáveis e integrantes da organização criminosa são médicos, advogados e intermediários.
A Operação Revide é resultado de uma força-tarefa previdenciária que une o Núcleo de Inteligência Previdenciária e Trabalhista em São Paulo, a Procuradoria Federal e o INSS. As investigações desvendaram que as fraudes ocorrem em sede judicial. O perito do juízo recebia propina do grupo para declarar pessoas saudáveis como incapazes para o trabalho.
“Em uma amostragem inicial, verificou-se que as fraudes provocaram desvios de mais de R$ 13 milhões, porém, em razão do desmantelamento da organização criminosa, estima-se que será evitado um prejuízo de mais de R$ 27 milhões. Referidos valores dizem respeito a um recorte investigativo, pois, ao que tudo indica, as somas podem ser muito maiores”, diz a PF.
Em outra operação, 30 policiais federais cumprem oito mandados de busca e apreensão, nas cidades de Palmas e Porto Nacional (TO), no âmbito da Operação Xunxo. A ação tem como objetivo desarticular um grupo especializado em fraudes bancárias eletrônicas.
Segundo a Polícia Federal, empresas e empresários, que se utilizavam de fraudes eletrônicas para realizar o pagamento de boletos bancários, por meio de contas de terceiros que tinham suas contas pessoais invadidas e se tornavam vítimas do golpe. As investigações apontam que se trata de um esquema ramificado, que conta com a participação de envolvidos com notável conhecimento de informática para burlar sistemas bancários. Apenas com o pagamento fraudulento de boletos bancários, o bando gerou um prejuízo de mais de R$ 160 mil à Caixa Econômica Federal. (Da ABr)



















