O secretário afastado da Secretaria da Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo, continua preso na carceragem da Polícia Especializada, assim como quatro outros presos no último dia 25 durante uma operação contra supostos desvios de recursos na pasta. O único que obteve um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi Eduardo Hage Carmo, subsecretário de Vigilância à Saúde.
A defesa alega inocência do sanitarista, mas ele terá que cumprir medidas restritivas determinadas pelo ministro do STJ Rogério Cruz. Uma delas é não manter contatos com servidores da Secretaria de Saúde, assim como se distanciar do prédio público.
Não foi preso ainda o subsecretário de Administração Geral da Secretaria de Saúde, Iohan Andrade Struck. Ele é considerado foragido, mas a defesa dele disse que ele não se apresentou, porque está com o vírus da Covid-19 e está cumprindo o isolamento social. Estão presos Ricardo Tavares Mendes, ex-secretário adjunto de Assistência à Saúde, Eduardo Seara Machado Pojo do Rego, secretário adjunto de Gestão em Saúde, Jorge Antônio Chamon Júnior, diretor do Laboratório Central , e Ramon Santana Lopes Azevedo, assessor especial da Secretaria de Saúde.
A transferência dos presos, que já deveria ter acontecido para o Complexo da Papuda, só deve ocorrer na sexta-feira próxima. Se isso acontecer, eles deverão cumprir uma quarentena de isolamento de 14 dias. O grupo acusado de desviar R$ 18 milhões a partir de duas licitações emergenciais para compra de testes para o novo coronavírus. Além disso, os testes seriam de baixa qualidade, com o superfaturamento dos contratos.



















