Governador do DF ameaça com novas regras contra a Covid-19

Ibaneis Rocha governador DF
Ibaneis Rocha é o atual governador do Distrito FederalArquivo/Agência Brasília
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O relaxamento com as medidas preventivas contra a Covid-19 já se tornou uma rotina no Distrito Federal. Depois de nove meses de pandemia, a maioria da população esqueceu de regras básicas, como o distanciamento social, lavar as mãos com frequência e o uso da máscara de proteção facial. A falta de atenção tem provocado discussões com uma nova onda da doença, situação que não está descartada pelo próprio governo distrital. Somente ontem, o DF registrou 444 novos casos do novo coronavírus.

Depois de dizer que as pessoas já estavam cansadas das regras sanitárias, o governador Ibaneis Rocha (MDB) ameaçou hoje com novas medidas restritivas. Ibaneis afirmou nesta manhã que não descarta medidas mais duras após apelar para a conscientização de cada um.

“Eu pedi a ele (secretário Osnei Okumoto) que se reunisse para que a gente tenha, primeiramente, um movimento de conscientização. Caso contrário, nós vamos adotar algumas medidas restritivas, que serão necessárias principalmente no que diz respeito aos bares, onde a gente tem visto uma aglomeração muito grande”.

“Esse fim de semana eu coloquei as equipes do DF Legal para visitar vários locais e nós tivemos um número muito elevado de autuações desses locais. Então, ou eles partem para nos ajudar na conscientização, ou infelizmente, ou felizmente, porque eu tenho que cuidar da saúde da população, eu vou ter que encerrar o expediente desses locais cada vez mais cedo e implementar restrições a quantidade de pessoas”, disse Ibaneis.

Ontem, todas as regiões do estado de São Paulo retornam à chamada fase amarela do “Plano São Paulo“, feito para controle sanitário da Covid-19 e flexibilização econômica. As medidas valem até o dia 4 de janeiro e foram anunciadas pelo governador João Doria.

Com o retorno à fase amarela, atividades como bares, restaurantes, academias, salões de beleza, shoppings, escritórios, concessionárias e comércios de rua voltam a ter limitações de horário e capacidade de público.

O atendimento presencial em todos os setores fica restrito a dez horas diárias, sequenciais ou fracionadas, e 40% de capacidade. Os estabelecimentos terão que fechar o atendimento local até as 22h. E todos os eventos com público em pé ficam proibidos.

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