As pessoas infectadas por covid-19 podem ficar com proteção contra novas infecções nos próximos seis meses ou mais tempo, indicam os resultados de dois estudos divulgados na quarta-feira por instituições científicas.
Nos dois casos, os investigadores (em Inglaterra e nos Estados Unidos) descobriram que quem criou anticorpos para o novo coronavírus tinha muito menos probabilidades de voltar a testar positivo num período mínimo de seis meses, o que aponta para a eficácia das vacinas, que provocam no sistema imunitário a mesma reação, a produção de anticorpos.
De acordo com um dos estudos, as pessoas com anticorpos de infecções naturais tinham “um muito menor risco… na ordem do mesmo tipo de proteção que se obteria com uma vacina eficaz”, afirmou Ned Sharpless, diretor do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. “É muito gratificante” ver que os investigadores de Oxford encontraram a mesma redução de risco, 10 vezes menos provável ter uma segunda infeção se os anticorpos estiverem presentes, disse Ned Sharpless.
Os resultados contrastam com os obtidos junto dos 11 364 trabalhadores que inicialmente não tinham anticorpos, com 223 deles a terem resultados positivos nos testes de infeção nos seis meses que se seguiram.
O estudo do Instituo Nacional do Câncer envolveu mais de três milhões de pessoas que fizeram testes de anticorpos em dois laboratórios privados dos Estados Unidos. Apenas 0,3% das pessoas que inicialmente tinham anticorpos testaram positivo para o coronavírus mais tarde, em comparação com os 3% das pessoas que não tinham tais anticorpos, segundo informou o site do DN, de Portugal.






















