Numa declaração apaixonada (“Que não é uma nota de falecimento“, como disse), a desembargadora do Tribunal de Justiça da Paraíba, Fátima Bezerra, anunciou o falecimento do seu marido, o ex-governador da Paraíba e senador da República, José Maranhão (MDB-PB). Ele estava internado e sua morte está associada ao novo coronavírus. Atualizado às 22h05
Maranhão é o segundo senador que morre em menos de um ano por conta da doença viral. O primeiro foi o O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) em outubro do ano passado em decorrência de complicações decorrentes da Covid-19. José Maranhão tinha 87 anos. O político estava internado no no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo.
Voz da desembargadora Fátima Bezerra.
Nota da assessoria do senador
Com o mais profundo pesar, comunicamos o falecimento do senador José Maranhão (MDB/PB), na noite desta segunda-feira, 8 de fevereiro, em São Paulo. O senador, presidente do MDB da Paraíba, lutava contra as complicações decorrentes da COVID-19 desde o dia 29 de novembro, segundo turno das eleições municipais, quando foi internado em João Pessoa. No dia 3 de dezembro, ele foi transferido para a UTI do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo.
O corpo será levado para sua terra natal, Araruna, na Paraíba, onde será enterrado.
José Targino Maranhão nasceu no dia 6 de setembro de 1933. Graduou-se em Direito pela UFPB. Casado com a desembargadora Maria de Fátima Bezerra, deixa três filhos (Maria Alice, Leônidas e Letícia) e dois netos (José Neto e Maria de Fátima).
O senador José Maranhão foi eleito para o segundo mandato no Senado Federal em 2014. Já havia sido senador, governador da Paraíba por três vezes, vice-governador, deputado Constituinte, deputado federal e deputado estadual. Iniciou sua carreira política em 1955 na Assembléia Legislativa da Paraíba. Teve os direitos políticos cassados pelo regime militar, mas voltou à atividade parlamentar com a redemocratização do País. Político com forte apreço popular na Paraíba, tornou-se conhecido pela alcunha de \”Mestre de Obras\” ao dar prioridade à construção de açudes e adutoras para levar água aos sertanejos e populações carentes de infraestrutura hídrica e projetos sociais. Orgulhava-se de ter trabalhado para levar água às torneiras de milhares de lares paraibanos e de ter sido \”pioneiro da transposição\” na Paraíba, antevendo e preparando o Estado para receber as águas do São Francisco. Filiado ao MDB desde 1967, José Maranhão era um dos quadros mais fiéis e perseverantes no Partido, defensor da fidelidade partidária, da independência entre os Poderes republicanos e da política como meio fundamental de conciliação e entendimento democrático.
Era também piloto e nutria grande paixão pela aviação. Foi relator no Congresso Nacional do atual Código Brasileiro de Aeronáutica e dedicou-se nos últimos anos à reforma e elaboração do Novo Código, ainda aguardando votação. No Senado, foi presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania no biênio 2015/16.
José Maranhão licenciou-se do Senado Federal no dia 12 de janeiro. Em sua vaga, tomou posse a primeira suplente, senadora Nilda Gondim, também do MDB.
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