Texto de Vivaldo de Sousa
Uma da civilizações mais antigas, os chineses foram responsáveis pela invenção da bússola. Também foram responsáveis pela descoberta da pólvora, da seda, do papel, do macarrão, dos fogos de artifício e, entre outras coisas, do ábaco. E agora também o vírus da Covid-19, conforme disse nesta terça-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, horas antes de perder mais integrantes de sua equipe.
Guedes, que nasceu em 1949, é do signo de Boi da Terra pelo horóscopo chinês. Paciência, estabilidade e perseverança são algumas das características dos nascidos no ano do Boi da Terra. Dizem os especialistas no horóscopo chinês que as pessoas desse signo tem uma tendência de persistir mesmo quando é hora de desistir e seguir em frente num ritmo de trabalho bastante lento.
Embora eu não seja um conhecedor da astrologia, as características acima parecem cair como uma luva na gestão de Guedes, que chegou ao governo com a classificação de um superministro ao juntar numa única pasta, o Ministério da Economia, todo o comando da área econômica. Ficaram sob seu controle as antigas pastas do Planejamento, Trabalho, Previdência Social e Indústria e Comércio.
Mesmo sem ter cumprido as principais promessas, como zerar o déficit público e fazer grandes privatizações, Guedes manteve a paciência para tentar levar adiante suas propostas liberais. Diante da pressões cada vez maiores de deputados e senadores do Centrão contra suas propostas de austeridade fiscal, ele vai precisar de muita paciência nos próximos meses caso permaneça no cargo.
Estabilidade, principalmente emocional, será outra qualidade a ser exigida do ministro da Economia nos próximos meses. Depois de ser obrigado a demitir um dos auxiliares mais próximos, o economista Waldery Rodrigues, Guedes deixou claro que às vezes é preciso perder uma batalha para tentar não perder a guerra. Como já mostrou o chinês Sun em A Arte da Guerra, uma boa estratégia pode ajudar a derrotar os inimigos.
Já a perseverança, uma características daqueles que não desistem de colocar em prática suas ideias e propostas, será ainda mais necessária para ele tentar ressuscitar a agenda liberal prometida em 2018, mas nunca entregue. Diante das dificuldades no campo econômico e da pressão dos seus “inimigos” para enfraquecer (ainda mais) o superministro, já tem gente apostando que o próximo nome a deixar a equipe do Ministério da Economia será o carioca Paulo Roberto Nunes Guedes.





















