Médica diz na CPI que continua defendendo tratamento precoce

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A imunologista Nise Hitomi Yamaguchi depõe na CPI da Covid/Arquivo/Jefferson Rudy/Agência Senado
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A médica Nise Yamaguchi depõe hoje (01) à CPI da Covid. Ela disse crer que o presidente da Anvisa, Barra Torres, e o ex-ministro Luiz Mandetta fizeram uma interpretação equivocada de sua atuação em algumas reuniões, pois garante nunca ter defendido alterar bula da cloroquina por decreto.

A médica negou que seus irmãos Charles e Greice tenham participado de reuniões no Ministério da Saúde, informação veiculada na imprensa. “Eles só entraram no ministério para me trazer. Eu tenho um problema de joelho”, disse. Indagada sobre reunião com o presidente Jair Bolsonaro no dia em que Nelson Teich deixou o Ministério da Saúde, Nise negou que tenha havido convite para assumir a pasta, assim como para participar do gabinete de crise do governo.

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Ao contrário do que afirmaram Mandetta e Barra Torres à CPI, Nise negou ter partido dela a sugestão de mudança da bula da hidroxicloroquina: “Não minutei”, disse. Segundo ela, a discussão era sobre distribuição da cloroquina. A resposta de Nise não convenceu o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), que sugeriu uma acareação com presidente da Anvisa, Barra Torres. À CPI, ele disse ter se exaltado com a proposta de Nise na reunião de 6 de abril de 2020.

A senadora Leila Barros (PSB-DF) reclamou que Nise é constantemente interrompida e não finaliza argumentos. Marcos Rogério (DEM-RO) disse que depoente é “desrespeitada”. Renan Calheiros (MDB-AL) garantiu que a trata com o “respeito devido”. Nise disse que houve conspiração política e ações contra o “tratamento precoce“, além de perseguição a médicos que prescreveram o “kit”. Disse ainda que os lucros das empresas são pequenos porque os medicamentos não têm patentes.

Alegando mentiras da convidada, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pediu que a reunião fosse reconvocada e que Nise Yamaguchi passasse a ser ouvida como testemunha. O presidente da CPI, Omar Aziz, não acatou a questão de ordem. Ele pediu que Nise Yamaguchi, que depõe como convidada, seja convocada, uma vez que membros da CPI avaliam que ela não responde claramente às perguntas.

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