Saga do bandido que mobilizou centenas de policiais por 20 dias

Lázaro Barbosa fuga morte
Lázaro Barbosa foi morto pela polícia de Goiás em junho/Arquivo
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Invasões de fazendas, reféns, esconderijos em grotas, carro abandonado queimado, troca de tiros com policiais

Lázaro Barbosa, acusado de matar quatro pessoas de uma mesma família em Ceilândia (DF) em 9 de junho, foi morto nesta segunda-feira (28) após uma busca que durou quase três semanas. Ele foi baleado pela polícia e morreu, segundo informação publicada no Twitter pelo diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem.

Invasões de fazendas, reféns, esconderijos em grotas, carro abandonado queimado, troca de tiros com policiais. Ao longo de 20 dias, Lázaro Barbosa de Souza, de 32 anos, cometeu uma série de crimes enquanto fugia de uma força-tarefa formada por mais de 200 policiais. Suspeito de ser um serial killer, com assassinatos cometidos na Bahia, Distrito Federal e Goiás, ele morreu após ser capturado na manhã desta segunda-feira em Goiás.

Incêndio em residências

Em 12 de junho, segundo a Polícia Militar de Goiás, Barbosa passou a tarde bebendo em uma chácara, onde teria mantido um caseiro refém.

Em seguida, segundo a polícia, Barbosa invadiu outra chácara, baleou três homens e roubou armas de fogo. Tarde da noite, ele teria ainda incendiado uma casa e trocado tiros com a polícia antes de fugir para a mata.

Roubo de carro

Na manhã de 13 de junho, segundo a polícia, Barbosa entrou em outra chácara, onde teria exigido que moradores cozinhassem para ele. De lá, fugiu com cerca de R$ 200, roupas e celulares.

À noite, segundo os policiais, Barbosa invadiu uma casa em Ceilândia, amarrou um morador e roubou um carro do modelo Fiat Palio, fugindo em seguida para Cocalzinho. Um investigador disse que Barbosa ateou fogo ao veículo antes de abandoná-lo na rodovia BR-070 e que contou com a ajuda de um colega.

Policiais baleados

Na tarde do dia 15 de junho, policiais se aproximaram de uma chácara onde Barbosa fazia três pessoas reféns em Edilândia, segundo os investigadores.

Houve troca de tiros e um policial foi atingido de raspão. A família foi resgatada em segurança. O policial foi levado de helicóptero a um hospital em Anápolis. Ele já foi liberado e passa bem.

Buscas em terreiros e deputada com fuzil

Em 19 de junho, sacerdotes de terreiros afro-brasileiros divulgaram uma nota afirmando terem sofrido abordagens truculentas da polícia durante as buscas por Barbosa.

Os policiais entraram em terreiros em Águas Lindas, Girassol, Cocalzinho e Edilândia.

Na nota, os sacerdotes manifestaram “repúdio aos violentos ataques racistas praticados contra as casas de matrizes africanas” e se queixaram da tentativa de associá-las ao foragido.

Já a Secretaria de Segurança de Goiás afirmou que estava “trabalhando com um único propósito: garantir a paz à população da região e capturar Lázaro Barbosa, nos limites da legalidade”.

No mesmo dia, a deputada federal Magda Mofatto (PL-GO) publicou nas redes sociais um vídeo onde aparecia com um fuzil dentro de um helicóptero e prometia capturar Barbosa.

“Se o Ronaldo Caiado (governador de Goiás) não deu conta de te pegar, eu estou indo aí te pegar”, afirmou.

Em nota, o governo goiano afirmou que a postura da deputada era desrespeitosa e contraproducente.

Policiais buscam Lázaro num região de mata em Cocalzinho

A cronologia

A fuga de Lázaro começou em 9 de junho. Nesta data, o criminoso invadiu a chácara de Cláudio Vidal, na região do Incra 9, em Ceilândia (DF). No local, ele matou Cláudio e seus filhos em uma ação que durou cerca de 10 minutos.

No momento da fuga, Lázaro fez Cleonice Marques, de 43 anos, mulher de Cláudio, refém e a sequestrou. Logo após a entrada do bandido na casa, ela teria feito uma ligação para seu irmão pedindo por socorro. Sua família chega momentos depois, mas encontra apenas os corpos de Cláudio e seus filhos. O corpo de Cleonice foi encontrado três dias depois em um córrego próximo ao Sol Nascente, no Distrito Federal.

Ainda em 9 de junho, já em fuga, Lázaro roubou uma chácara em Ceilândia. Ele é apontado como o criminoso que rendeu o caseiro, o dono da propriedade e a filha dele.

Na manhã do dia seguinte, 10 de junho, Lázaro Barbosa invadiu outra residência a apenas três quilômetros de distância da chácara da família de Cláudio e Cleonice. Ele teria mantido a dona da casa, Sílvia Campos, de 40 anos, e o caseiro, Anderson, de 18, sob a mira de sua arma durante três horas e os obrigado a fumar maconha. O fugitivo também teria roubado cerca de R$ 200 e celulares antes de deixar o local.

Em 11 de junho, Lázaro teria roubado um carro e feito mais um refém. Com o veículo, ele teria ido para Cocalzinho de Goiás, onde abandonou e queimou o veículo. No dia seguinte, enquanto os policiais encontravam o corpo de Cleonice, Lázaro invadia uma residência nos arredores de Lagoa do Samuel, na zona rural de Cocalzinho. No local, ele teria feito o caseiro de refém.

Ainda em 12 de junho, o serial killer invadiu mais uma propriedade e atirou contra três homens. Nessa casa, ele teria roubado armas de fogo. De acordo com o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, a munição e armamentos de Lázaro foram roubados de um militar da Aeronáutica nesta residência.

Os policiais estiveram perto da apreensão de Lázaro no domingo, dia 13. Nesta data, o criminoso roubou um carro e o abandonou ao ter avistado um bloqueio das forças de segurança. De acordo com os investigadores, Lázaro fugiu para o mato e no carro foi encontrado um carregador de munição. Houve troca de tiros. (Com o Extra e BBC)

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