Depois de quase seis horas, os agentes federais saíram dos gabinetes do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). A Polícia Federal não levou equipamentos eletrônicos, mas copiou o material, o que justificou a permanência por tanto tempo nos escritórios parlamentares.
Além das diligências em Brasília, a PF fez buscas em endereços no Recife, em Teresina e em Boa Vista, com o objetivo de colher provas sobre uma suposta tentativa de obstrução da Justiça por parte dos investigados, informou, em nota, a procuradoria.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o inquérito no qual foram autorizadas as diligências foi instaurado para apurar a suspeita de que os investigados tentaram comprar o silêncio de um ex-assessor parlamentar. A nota da PGR não cita nomes, mas faz referência direta às buscas realizadas hoje no Congresso Nacional.
Os dois também são alvo de um inquérito derivado da Lava Jato sobre a existência daquilo que seria uma organização criminosa no âmbito do PP, envolvendo ainda outros políticos do partido.
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