O presidente informou sobre uma redução de 32% do desmatamento na Amazônia
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apresentou aos participantes da Assembleia o “novo Brasil com sua credibilidade já recuperada ante o mundo”. O presidente falou do investimento privado. São mais de US$ 6 bilhões em contratos privados para novas ferrovias. Em poucos dias, o Brasil receberá 14 requerimentos de autorizações para novas ferrovias, quase US$ 15 bilhões de investimentos privados.
Ele defendeu o desacreditado “tratamento precoce” promovido pelo seu governo, que consiste num coquetel de drogas ineficazes contra a Covid-19, e para atacar o passaporte sanitário. “Desde o início da pandemia apoiamos a autonomia do médico na busca do tratamento precoce”, prosseguiu Bolsonaro. “Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial”, completou.
“Não entendemos porque muitos países se colocaram contra o tratamento precoce. A história e a ciência saberão responsabilizar a todos”, disse Bolsonaro na sede da ONU, em Nova York, num discurso que pareceu voltado para sua base radical e que teve tom similar ao que o presidente usa em sua lives na internet.
“O Brasil possui o maior programa de parceria de investimentos com a iniciativa privada de sua história. Programa que já é uma realidade e está em franca execução”, conforme Bolsonaro. De uma maneira geral, Bolsonaro mentiu no seu discurso.
Segundo Bolsonaro, o Brasil tem tudo o necessário para um investidor: grande mercado consumidor, expelentes serviços, tradição de respeito por contratos e confiança no governo. Quanto à proteção ambiental, uma das prioridades do Brasil é reduzir o desmatamento ilegal, tratar os resíduos e desenvolver as fontes de energia renováveis, disse o presidente.
“Antecipamos, de 2060 para 2050, o objetivo de alcançar a neutralidade climática. Os recursos humanos e financeiros, destinados ao fortalecimento dos órgãos ambientais, foram dobrados, com vistas a zerar o desmatamento ilegal”, revelou Bolsonaro.
O presidente informou sobre uma redução de 32% do desmatamento na Amazônia no mês de agosto, em comparação com agosto do ano anterior.
O presidente falou da chegada de refugiados, que vêm principalmente da Venezuela por causa da crise, tendo o país já recebido 400 mil venezuelanos. “O futuro do Afeganistão também nos causa profunda apreensão”, disse Bolsonaro, adicionando que o Brasil concede vistos humanitários para os refugiados afegãos.
Bolsonaro afirmou que o governo apoia a vacinação e destacou que 90% dos adultos já recebeu pelo menos uma dose da vacina. A população indígena também está vacinada. “Apoiamos a vacinação, contudo o nosso governo tem se posicionado contrário ao passaporte sanitário ou a qualquer obrigação relacionada a vacina”, segundo o presidente.
Bolsonaro concluiu seu discurso lembrando o Dia da Independência, quando os brasileiros “de forma pacífica e patriótica, foram às ruas na maior manifestação de nossa história”. “O Brasil vive novos tempos. Na economia, temos um dos melhores desempenhos entre os emergentes”, afirmou o presidente.
Funcionários de mais de 100 países participam do evento neste ano na forma presencial em Nova York. Conforme uma tradição que se mantém desde 1955, o representante do Brasil faz o primeiro discurso na Assembleia.
Além de Bolsonaro, no primeiro dia vão falar o presidente dos EUA, Joe Biden, o presidente da Colômbia, Iván Duque, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan e o presidente da China, Xi Jinping, entre outros.
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