O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou nesta quarta-feira (4) que o sistema prisional é um “barril de pólvora” há 10 anos.
Moraes esteve com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, nesta quarta-feira (4) para reportar o caos nos dois presídios onde ocorreram rebeliões em Manaus, e com respeito à reunião que teve com integrantes da Defensoria Pública-AM.
Ouça trecho da entrevista do ministro da Justiça na Seção de Áudio.
A saída da reunião, o ministro informou que Cármen Lúcia irá nesta quinta-feira (5) a Manaus para se reunir com os presidentes dos Tribunais de Justiça da região Norte, especialmente do Maranhão e também do Rio Grande do Norte. A pauta, claro, será o sistema carcerário. Vale lembrar que Cármem Lúcia é presidente do Conselho Nacional da Justiça (CNJ), que tem como atribuição a fiscalizar o sistema prisional.
O ministro declarou em outubro que a guerra entre organizações criminosas nas prisões brasileiras não passava de uma “bravata” das facções.
Moraes, além de reconhecer que o sistema carcerário é um “barril de pólvora” há 10 anos, ressaltou que houve falhas por parte das autoridades de Manaus quanto à entrada de armas, celulares e bebidas alcoólicas nos presídios.
O governo do Amazonas estava ciente sobre o risco de fuga entre o Natal e o Ano-Novo, segundo Moraes. No entanto, o governo federal não foi comunicado a respeito. Além disso, o ministro da Justiça enfatizou que a quantidade de fugitivos é superior ao divulgado pelo governo do Amazonas.
Cabem aqui algumas observações. Não é preciso ser especialista para notar que a desfaçatez com que é tratata a questão prisional é grande. A cada rebelião sangrenta, prometem-se mais recursos. Discursos apontando as causas proliferam por parte de autoridades e de especialistas. Jogam-se as culpas de um lado para o outro.
O tempo passa e o barril de pólvora continua pronto para explodir. O tal crime organizado disputa espaço nas favelas, nas prisões e as consequências – com requinte de esquartejamentos – não pararão de tempos em tempos a aterrorizar a sociedade brasileira.
























