O procurador-geral do Peru, Pablo Sánchez, anunciou a criação de uma força-tarefa do Ministério Público para investigar a trama de corrupção em que a empreiteira brasileira Odebrecht subornou altos funcionários governamentais para obter contratos de obras públicas.
Os promotores começaram a trabalhar no caso em novembro, antes que a empreiteira começasse a delatar seus cúmplices em todo o continente. Até agora, a força-tarefa funcionava em sigilo para evitar intromissões.
O novo chefe do Poder Judiciário peruano, Duberlí Rodríguez, declarou na cerimônia de abertura do ano judicial, na segunda-feira, que se trata “de um caso de megacorrupção que abrangeria um período de 15 anos” e que “o Poder Judiciário vai se preparar para estar à altura das circunstâncias”.
Ressaltou, no entanto, que “só haverá condenação se as provas da acusação destruírem a presunção de inocência; mas se as provas forem insuficientes haverá absolvição”. Presente no evento, o presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, ecoou essas palavras: “Temos que ser implacáveis contra a corrupção, mas temos que ter o devido processo, não se julga através da imprensa, temos que ter um Judiciário bem administrado e objetivo”. (Do El País)
























