O principal pedido da categoria ao governo é a redução do preço do litro do diesel
Lideranças dos caminhoneiros anunciaram que podem entrar em greve a partir do primeiro dia de novembro. A ameaça foi anunciada no final de semana e tem como pauta o aumento do preço do litro do diesel. A categoria já encaminhou o assunto ao governo federal e espera uma solução nos próximos 15 dias, com pedido de reuniões entre as partes.
“Ficou decidido que vamos dar 15 dias para o governo responder. Se não houver resposta de forma concreta em cima dos direitos do caminhoneiro autônomo, dia 1º de novembro, Brasil todo parado”, explicou o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira, de acordo com o portal Uol.
O indicativo de greve também é apoiado por outras associações de caminhoneiros do Brasil e pede, além da queda no valor do combustível, o retorno da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao INSS, extinta pela reforma da Previdência, e defende o piso mínimo de frete no País.
A Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores também confirma a paralisação caso as reivindicações não sejam atendidas até o final deste mês. Segundo o presidente da entidade, Wallace Landim, a principal bandeira é de fato o preço do diesel.
Em uma palestra feita na semana passada para os dirigentes da Confederação Nacional dos Transportes, o especialista em análise macroeconômica Mauro Schneider, disse que as perspectivas para esse crescimento têm sofrido deterioração por conta da alta da inflação, dos juros e do elevado nível de incerteza relacionado aos gargalos de produção.
Ele acredita que eventual racionamento de energia e risco de piora do cenário fiscal e político são elementos centrais. “Dependemos de reformas e de políticas econômicas sustentáveis a médio prazo. É isso que indicará as chances de termos crescimento mais forte ao longo dos próximos anos”.




















