A mordomia continua a seduzir gestores públicos. O atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, concedeu a facilidade do uso particular de veículos mais luxuosos da prefeitura. No caso, é quase fazer cortesia com o chapéu alheio. Ou ainda demonstração de irresponsabilidade no trato da coisa pública.
Os automóveis quase top de linha podem ser usados por qualquer cidadão. Ou seja, nem precisa ser funcionário da prefeitura, para passeio aos sábados, domingos e feriados, até mesmo fora do perímetro da capital mineira.
No texto do decreto publicado nesta semana, Kalil revogou um artigo de um outro decreto de autoria do prefeito Marcio Lacerda, de 2016.
Segundo o trecho revogado, os veículos do grupo VS02-B não poderiam ser usados nos casos citados. Esses carros são preferencialmente de fabricação nacional, modelo sedan de cor preta, têm quatro portas. Versão mais luxuosa. Capacidade para cinco ou mais pessoas, e está equipado com ar-condicionado, direção hidráulica ou elétrica e trio elétrico.
Os carrões integram frota de uso exclusivo do prefeito, Kalil, o vice-prefeito, Paulo Lamac, e a Escolta Militar. A cortesia com o chapéu alheio de Kalil ocorreu há três dias de o governador Fernando Pimentel ser duramente criticado por buscar o filho com o helicóptero do Governo de Minas, após uma festa de réveillon às margens da represa de Furnas.






















