Presidência rotativa será ocupada por Alberto Fernández nos próximos 12 meses
A Argentina assumiu nesta sexta-feira (07) a presidência rotativa da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Em Buenos Aires, os ministros das Relações Exteriores de 32 dos 33 países (Brasil se excluiu) da América Latina devem ratificaram o documento que legitima a Argentina como líder da Celac até janeiro de 2023.
O Brasil pediu exclusão da entidade em 2020, por decisão do governo de Jair Bolsonaro, uma vez que a Comunidade não condena os líderes de Estado da Venezuela, Nicarágua e Cuba.
A organização multilateral desperta o interesse da China há anos, que busca garantir um amplo acordo com os países membros. Além disso, um eventual tratado poderá enfraquecer a Organização dos Estados Americanos (OEA).
Vale lembrar que a Celac, inclusive, foi criada em 2010 sob o argumento de que a OEA é excessivamente submissa aos interesses dos Estados Unidos.
A China pretende se aproximar da entidade nos campos comercial, econômico e financeiro. O entendimento inclui linhas de crédito e investimentos em telecomunicações, como a tecnologia 5G.
Segundo informações do Clarín, embora a posse da Argentina tenha sido celebrada, setores da oposição condenaram o presidente Alberto Fernández, instando o líder a rechaçar os governos cubano e venezuelano.
















