Primeiro-ministro disse que ainda não foi tomada a decisão de interromper o fornecimento
Pela primeira vez, a Rússia ameaçou abertamente interromper as entregas de gás natural para Europa através do gasoduto Nord Stream 1. Um “embargo ao transporte de gás através do gasoduto” seria justificado em vista das “alegações infundadas contra a Rússia sobre a crise energética na Europa e a proibição do Nord Stream 2”, disse o vice-primeiro-ministro russo Alexander Novak.
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Ele disse que a Rússia ainda não tomou a decisão de interromper o fornecimento, mas se vê pressionada a fazer isso, diante das acusações de políticos europeus.
O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, disse que a operação militar no país será interrompida “em um instante”, caso o governo ucraniano aceite as exigências de Moscou.
Entre estas, estão o reconhecimento da Península da Crimeia – anexada por Moscou em 2014 – como território russo; mudanças na Constituição ucraniana para assegurar a neutralidade do país, a admissão da soberania das autoproclamadas “repúblicas” separatistas de Donetsk e Lugansk, no leste ucraniano, e o fim das ações militares por parte de Kiev.
Peskov disse que os ucranianos estão cientes dos termos e de que a chamada “operação militar especial” – a expressão utilizada por Moscou para evitar falar em invasão ou guerra à Ucrânia – poderá ser encerrada rapidamente. O governo ucraniano, por sua vez, já declarou essas exigências como inaceitáveis,
“Eles devem fazer emendas à sua Constituição que assegurem que a Ucrânia rejeitará qualquer tentativa de adesão a qualquer bloco”, disse Peskov, em referência ao pedido de Kiev para que o país se torne membro da União Europeia.


