No Dia da Escola, o Centro de Ensino 9 mostra que o ensino é o melhor investimento
A escola, depois da família, é o local onde a educação forma o caráter. A surrada observação não envelhece, e se torna sempre atual quando é observado o nível de escolaridade e a evasão de alunos das escolas. Na terça-feira (15) foi celebrado o Dia da Escola, mas a homenagem quase passou despercebida.
A data permite relembrar o papel que a escola tem no desenvolvimento de todos as pessoas. Ela é essencial para a construção do aprendizado. Mas não existe a escola sem o professor. É na escola que começa o senso crítico, importante para a construção de uma comunidade politizada e menos alienada.
Esse exemplo é do diretor do Centro de Ensino nº 9, José Gadelha Loureiro. É um incentivador e defensor da escola pública. Apaixonado pelos ensinamentos do educador Darci Ribeiro., Gadelha sugere o horário integral como saída para melhorar o ensino brasileiro.
No entendimento de Gadelha, ninguém substitui o papel do pai e da mãe, mas é o professor que faz a mediação, a separação entre público e privado. Quem chegar ao CEM 9 terá que se habituar a ter disciplina. Os alunos estão lá para estudar
Na visão do professor Gadelha, a escola tira adolescentes, meninos e meninas ou deveria, das ruas. Para ele, o aluno deve entrar na escola, tomar café da manhã, e sair as depois das 17 horas, inclusive com o banho tomado. É a forma de alunos e alunas não ficarem reféns de traficantes e os riscos da criminalidade.
O que vale
“Não é o vale gás, o vale isso, o vale aquilo, que resolve problemas sociais. É tempo dentro da escola. O ensino médio para vocês, seria assim. Terminada a aula na escola, vocês sairiam para fazer ensino técnico. Aprender uma profissão”, ressaltou Gadelha.
A família continua ter um papel importante. Os pais educam e os professore ensinam. O diretor da CEM n° 9 tem convicção de que ninguém substitui o papel do pai e da mãe. Trata-se daqueles que primeiro apresentam o mundo para os seus filhos. E, depois, é o professor que faz a mediação, a separação entre o público e o privado.
Hoje, universitário
O aluno Paulo Exa, que cursa Engenharia na Universidade de Brasília (UnB), enumera os diferenciais que o CEM 9 de Ceilândia oferece aos alunos. Ele passou no exame do PAS e hoje é universitário. Os professores qualificados que o 9 possui. “Muitos deles nos ajudam durante todo o processo do Ensino Médio com o intuito de proporcionar o ingresso na faculdade.”
Os professores ensinam as matérias voltadas para o PAS. O que facilita muito o estudo dos alunos de ensino médio também para o Enem.
Exa também acentua que a gestão que o 9 vivencia no momento. “O professor Gadelha como diretor e a Maria José, vice-diretora conseguem gerir a escola de maneira extraordinária.
“Proporcionam provas preparatórias, oficinas e até visitas à própria UnB que deixam os alunos ansiosos e em condições de ingressar na universidade”, pontuou o aluno, acrescentando que há mais fatores que fizerem com que os alunos realizassem o sonho de entrar na UnB.
Desde 2008 o CEM nº 9 conseguiu o ingresso de mais de 30 alunos na UnB, com o diferencial que não há cursinho “só as nossas aulas”.
“O Brasil tem todas as condições de desenvolver o ensino. Mas eu sempre pergunto a elite tem que dar certo para o Brasil dar errado. “Por que o Brasil insiste tanto em dar errado?”, questiona Gadelha.





















