Os candidatos dos movimentos populares

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Dos protestos para a política partidária. Líderes de movimentos populares se lançam à campanha eleitoral para vereador e prefeito, como os integrantes do Vem Pra Rua, Brasil Livre (MBL) e Passe Livre (MPL) se candidataram a vereador e até prefeito nas eleições deste ano.

O MBL – um dos grupos a pedirem o impeachment de Dilma Rousseff, possui candidatos em 12 Estados (oito capitais) e faz uma forte propaganda eleitoral em suas páginas nas redes sociais.

Fernando Holiday (Dem) é o candidato a vereador por São Paulo mais beneficiado pelas propagandas eleitorais do movimento. Holiday se tornou uma das principais lideranças do MBL, ao lado de Kim Kataguiri, nas manifestações pró-impeachment.

O líder do Vem Pra Rua, Rogério Chequer, afirmou à BBC Brasil que vê as candidaturas com boons olhos, porque são “pessoas que nós conhecemos e que estavam alinhadas com os princípios do movimento”.

A advogada e candidata a vereadora em São Paulo Janaina Lima deixou a liderança do Vem Pra Rua antes de se candidatar. “Precisamos preservar o caráter do movimento. Mas se eu perder, vou voltar e continuar engajada nas nossas causas políticas”, disse Lima.

O Movimento Passe Livre (MPL) não apoia nenhum candidato, mas permite que seus membros sejam ligados a partidos políticos.

Uma delas é Sâmia Bomfim, que busca ser a primeira vereadora do PSOL em São Paulo. Ela participou de uma série de protestos desde 2008, quando era estudante da USP e figurinha carimbada nos atos do Passe Livre, depois passou até mesmo a organizar algumas manifestações.

O professor de ciência política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Jairo Nicolau diz que a ligação entre movimentos sociais e candidatos sempre existiu em diversos setores.

 

“Sindicatos e associações fazem isso, mas nem sempre de forma tão explícita. O que acontece agora é que o maior volume de informação é maior e facilita a ação dessas organizações. Eu ficaria chateado se participasse de um grupo que apoiasse algo que eu não concordasse, mas nada disso é proibido”, afirmou o professor. (Da BBC)

 

 

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