Os puxadores de votos podem deixar os companheiros menos votados no meio do caminho nestas eleições municipais e, com a alteração da lei eleitoral, terão que ter um mínimo de votos determinado pelo “quociente eleitoral”.
Se estes candidatos não alcançarem a nota de corte, os votos na legenda poderão ir para outros partidos – normalmente os maiores e com mais dinheiro.
Os “campeões das urnas” tradicionalmente ampliam o número de votos angariados pela chapa, elevando assim seu quociente partidário e, consequentemente, o número de cadeiras a que tem direito – é dessa forma que candidatos muito menos votados acabam conseguindo suas vagas.
A chamada “cláusula de desempenho“, determina que todos os candidatos que ocuparem cadeiras de vereador ou deputado tenham, no mínimo, atingido um total de 10% do quociente eleitoral.
Assim, os candidatos que forem alçados ao cargo “de carona” nos mais votados agora precisam desta “nota de corte” – ou seja, 10% do número mínimo de votos necessários para que um partido ou coligação conquiste uma vaga.
Especialistas apontam dois efeitos diretos na alteração da legislação: primeiro, um obstáculo a mais àqueles candidatos que se elegem na carona de recordistas de votação. E os partidos que tradicionalmente recebem muitos votos na legenda – normalmente aqueles que têm candidatos com projeto político similar ou complementar – poderão ser prejudicados.
“A mudança evita distorções bizarras, como os casos de Tiririca ou Enéas (Carneiro, morto em 2007). Mas não é suficiente. O sistema eleitoral precisa passar por uma profunda reforma. Quando o monopólio do tempo de televisão for quebrado, por exemplo, aí, sim, as coisas vão mudar”, diz o professor Maciel, do Ibmec. (Com a BBC)





















